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"Havia perdido totalmente a sua sanidade": A curiosa relação de Elton John e Michael Jackson

"Ele começou a se afastar do mundo e da realidade, assim como Elvis Presley", disse Elton sobre Jackson

Wallacy Ferrari Publicado em 08/11/2020, às 10h00

Michael e Elton reunidos em fotografia
Michael e Elton reunidos em fotografia - Divulgação/Twitter/Beatriz47591040/23.10.2020

Duas figuras distintas musicalmente, mas com uma coisa em comum: o sucesso comercial. Nesse contexto, Elton John e Michael Jackson estiveram juntos em diversas ocasiões, premiações e até mesmo em funerais, mas nunca foram tão próximos. Em sua autobiografia, John explicou que até teve a oportunidade de se aproximar, no entanto, se assustou com a figura extravagante do cantor americano.

Em sua autobiografia, lançada no ano passado, Elton explicou que teve a oportunidade de abordar o cantor durante a adolescência, quando ainda era membro dos Jackson 5: “Eu conheço Michael desde que ele tinha 13, 14 anos. Ele era a criança mais adorável que você poderia imaginar” afirmou o britânico.

No entanto, ao longo de novas ocasiões, o “Rocketman” afirmou que se assustou com a figura confusa do Rei do Pop: “Mas em algum ponto dos anos seguintes, ele começou a se afastar do mundo e da realidade, assim como Elvis Presley. Só Deus sabe o que estava acontecendo na sua cabeça, e Deus sabe quais remédios prescritos ele estava se entupindo, mas toda vez que eu o vi nos últimos anos, saí pensando que o pobre rapaz havia perdido totalmente a sua sanidade”, acrescentou.

Jackson (esq.), Billie Jean King (centro) e Elton (dir.) em 1977 / Crédito: Divulgação/Twitter/MarisaRblues/28.03.2020

 

Tentativa de aproximação

Absolutamente estourado midiaticamente no início da década de 1990, Elton decidiu convidar o cantor para um grande jantar que faria em sua residência. A surpresa, no entanto, começou logo na entrada. Michael apareceu abatido, com maquiagem excessiva e com um esparadrapo cobrindo o rosto, conforme noticiado pelo Radar Online.

Apesar de abatido, a entrada de Michael foi tranquila, mas chamou atenção de Elton: “O pobre rapaz parecia horrível, muito frágil e doente”, disse o cantor na obra. A surpresa maior ocorreu quando ambos estavam na mesa. Em certo momento, o Rei do Pop se levantou e, sem dizer nada, sumiu do olhar dos outros membros do jantar.

O cantor britânico aguardou por alguns minutos o retorno de Michael, sem sucesso. Quando saiu a procura do americano, deu de cara com ele e uma criança, na casa da empregada, aos fundos da mansão.

Era o filho da funcionária de Elton e, juntos, brincavam calmamente. “Por alguma razão, ele parecia não conseguir lidar de forma alguma com a companhia de adultos”, escreveu John.

Juntos por um bem maior

Se por um lado, os dois astros não se batiam na vida pessoal, por outro eles se respeitavam e uniam forças para causas referentes à saúde pública. A dupla, por exemplo, uniu força para amparar Ryan White, um garoto americano que foi banido da escola e sofreu bullying após contrair HIV com o uso de um remédio para hemofilia.

 

Michael, sempre defensor dos direitos das crianças e ajudante de diversas associações de menores com doenças graves, se aliou a Elton, um dos primeiros artistas a fundar uma organização sem fins lucrativos para ajudar vítimas da AIDS.

O britânico ajudou a mãe do garoto a se mudar do bairro onde eram ameaçados, dando US$ 16 mil para uma casa nova. O americano, por sua vez, presenteou o garoto com um Ford Mustang vermelho para ir a nova escola.

No funeral de Ryan White / Crédito: Divulgação/Twitter/MJFollower777/11.04.2017

 

Quando Ryan faleceu, no início de 1990, os dois músicos permaneceram juntos durante a cerimônia. Elton cantou no funeral a canção Skyline Pigeon, que fala sobre a partida de uma borboleta de maneira livre e em paz. Michael não cantou, contudo, lançou no disco seguinte, Dangerous, a música Gone Too Soon (“Foi-se tão cedo”, em tradução livre) com uma dedicatória ao falecido garoto.


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