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Henri Désiré Landru, um serial killer na Primeira Guerra Mundial

Na França, durante o conflito, o golpista se aproveitava das viúvas fragilizadas, roubando suas heranças e depois as matando

Paola Churchill Publicado em 21/04/2020, às 12h00

Henri Désiré Landru durante seu julgamento
Henri Désiré Landru durante seu julgamento - Wikimedia Commons

Após a Primeira Guerra Mundial, Paris estava fragilizada pelos horrores do conflito. Como se não bastasse, pelas ruas havia um serial killer solto pela cidade luz. O criminoso ganhara o nome de Barba Azul e, assim como o personagem do conto, tinha seu foco  viúvas de guerra, as quais ele seduzia por correspondências e depois, matava para ficar com suas heranças.

O macabro homem era Henri Désiré Landru. O parisiense largou a escola muito cedo e foi trabalhar em um escritório de arquitetura. Sua vida pacata acabou pouco tempo, pois foi chamado e passou quatro anos no exército.

Após sua época no serviço militar, sua vida nunca mais foi a mesma, não conseguia ficar no mesmo emprego muito tempo. Ao perder todo seu dinheiro por uma aparapuca aplicada por seu próprio patrão, decidiu ele mesmo começar a aplicar golpes.

Foto do serial killer no dia de sua prisão/Crédito: Wikimedia Commons 

 

Em 1914, depois de aplicar pequenos golpes, Henri teve uma bizarra ideia. Como a maioria dos homens haviam sido convocados para lutar pela França durante a primeira grande guerra, muitos deles morriam durante o serviço militar ou acabavam com sequelas terríveis devido a vida nas trincheiras. Paris era repleta de viúvas em um estado frágil por terem perdido seus grandes amores, um alvo fácil.

O assassino sabia desse fato e usava isso para o mal. Escrevia anúncios para os jornais da cidade buscando atrair essas mulheres com intenção de matrimônio. Landru ia conseguindo a confiança das donzelas indefesas, e depois que as encontrava, as matava por meio de estrangulamento.

Após matá-las, ele cortava seus corpos e queimava as partes. Os métodos variavam, assim como os lugares que o serial killer desovava os restos mortais, fazendo com que a polícia achasse que as vítimas estavam desaparecidas, não mortas.

De 1914 a 1918, Henri matou 11 vítimas, 10 mulheres e um filho adolescente de uma delas. O maníaco usava diversos pseudônimos e mandava as cartas de várias regiões diferentes. Dessa forma, parecia que os crimes eram cometidos por pessoas diferentes.

Essa técnica foi tão boa, que a própria polícia não encontrou evidências concretas que Landru era responsável por todas as mortes, só um caderno com todos os valores dos golpes que ele realizou.

Landru durante seu julgamento em Paris/Crédito: Wikimedia Commons

 

Mas, nem todo o crime é perfeito e em 1919, a irmã de uma das vítimas, Madame Bussoin reconheceu o homem como sendo o assassino. Landru foi preso em sua própria casa.

El plena guerra, Paris estava fragilizada. O julgamento de Henri foi considerado um espetáculo. O caso foi tão acompanhado pelos jornais da época, que tinha mais destaque que as negociações do acordo de Versalhes (com o objetivo punir a Alemanha pela guerra).

O serial killer foi sentenciado à guilhotina e, em 25 de fevereiro de 1922, dia de seu aniversário de 52 anos, foi morto.


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