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Henry Lee Lucas: o sádico serial killer responsável pela morte de 600 pessoas

O assassino tem sua história transformada em nova série documental da Netflix que será lançada na próxima sexta-feira, 6 de dezembro

Daniela Bazi Publicado em 01/12/2019, às 17h28

Henry ajudou a polícia a resolver mais de 200 casos sem solução
Henry ajudou a polícia a resolver mais de 200 casos sem solução - Getty Images

Assassino confesso de aproximadamente 600 pessoas durante as décadas de 1960 e 1970, nos Estados Unidos, Henry Lee Lucas foi condenado apenas por 11 crimes, incluindo o de sua própria mãe. Agora, a série documental de cinco episódios The Confession Killer (O Assassino Confesso, em português), produzida pela Netflix, que reproduz a sua história, estreia na próxima sexta-feira, 6 de dezembro.

Nascido em agosto de 1936, no estado da Virgínia, Henry era o mais novo de nove irmãos. Filho de uma mãe alcoólatra e que trabalhava com prostituição, era frequentemente espancado e emocionalmente abusado. A violência começou quando tinha apenas 10 anos: Lucas perdeu um de seus olhos em uma briga com um de seus irmãos.

Seu primeiro assassinato foi em 1951, quando estrangulou uma jovem de 17 anos por se recusar a ter relações sexuais. Em 1954, Lee foi preso por acusações de roubo na região de Richmond, e solto no ano de 1959, quando se mudou para Michigan, e matou sua mãe a facadas após uma discussão sobre o passado.

 Lucas chegou a ser preso três vezes durante sua vida / Créditos: Getty Images

 

Mesmo alegando ter cometido o crime por legítima defesa, Lucas foi preso novamente em 1960, e condenado a 20 anos de prisão. No entanto, acabou sendo liberado após cumprir metade de sua pena devido ao excesso de população carcerária.

Já em liberdade, Henry conheceu Ottis Tootle e Frieda Powell, de 12 anos que se tornou namorada do assassino. Juntos, iniciaram uma onda de crimes pelo sul dos Estados Unidos. O trio se separou quatro anos depois, quando Frieda desapareceu misteriosamente e foi encontrada desmembrada dentro de fronhas que haviam sido espalhada por um campo.

Henry voltaria a ser encarcerado em 1983 por porte ilegal de armas, no Texas. Após interrogatórios, assumiu diversos homicídios e ajudou a polícia a resolver mais de 200 casos que estavam sem solução, contando detalhes das cenas do crime, e desenhando retratos das vítimas incluindo a cor dos olhos e a maneira como sorriam.

Henry Lee Lucas em sua cela, no ano de 1997 / Créditos: Getty Images

 

No entanto, o serial-killer também chegou a admitir ter mentido sobre vários dos casos em que se disse culpado. Sua intenção era receber recompensas dos oficiais enquanto cumpria a sua pena e mostrar que o sistema judicial americano era falho.

Henry Lee Lucas foi condenado à morte por 11 de seus assassinatos, mas recebeu ajuda da Anistia Internacional que alegou ter inconsistência nos casos, e o fez cumprir prisão perpétua. Ele morreu em 2001 após sofrer um infarto.


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