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30 anos de mistério: o barril encontrado em uma casa que revelou um crime bizarro

Por três décadas, o corpo apodrecido de uma mulher permaneceu em sigilo; até que um fato mudou o final de sua história

Alana Sousa Publicado em 01/11/2020, às 09h00

Imagem meramente ilustrativa de um barril
Imagem meramente ilustrativa de um barril - Pixabay

Era 2 de setembro de 1999 quando a polícia do condado de Nassau, no estado de Nova York, Estados Unidos, foi acionada para responder a um chamado incomum. O sargento Robert Edwards estava encarregado do caso e quando chegou ao endereço informado, em Jericho, se deparou com uma das cenas mais traumatizantes de sua vida.

Em um velho barril de aço havia o corpo apodrecido de uma mulher. À primeira vista, parecia que o cadáver estava posicionado no recipiente há muitos anos, o que de fato era verdade. A perícia revelou que a mulher, que tinha entre 25 e 29 anos, havia morrido 30 anos atrás, em 1969. Além de estar grávida, a moça tinha sofrido uma forte contusão na cabeça, causando seu óbito.

A casa em Nova York / Crédito: Divulgação

 

Sem saber por onde começar a investigar um crime tão brutal, que permaneceu um mistério não resolvido por três décadas, os oficiais foram buscar os antigos donos da casa. Rapidamente, o nome de Howard B. Elkins veio à tona, não só ele parecia o mais provável suspeito, como marcas no tambor de ferro apontavam que o artefato tinha sido enviado para a Melrose Plastics, uma empresa de flores sintéticas cujo um dos proprietários era Elkins.

Detalhes de um crime esquecido

Quanto mais se investigava, mais detalhes insólitos iam surgindo; começando pela vítima. Reyna Angélica Marroquín era uma imigrante de El Salvador, que trabalhava na Melrose Plastics. Junto a seu corpo, estava um livro com um número de telefone desconhecido, ao telefonar para descobrir de quem se tratava Edwards encontrou Kathy Andrade, uma amiga próxima da falecida.

Ao conversar com Andrade, os detetives encontraram a peça que ligava Elkins ao homicídio enigmático, a mulher afirmou que Reyna estava tendo um caso extraconjugal com seu patrão. Ao saber sobre a gravidez, Kathy foi até a casa da amiga, mas não a encontrou; pensou então que ela fugira, ou até mesmo que voltara para seu país de origem.

O que ela não sabia era que, naquele momento, Marroquín já não estava mais com vida, sofrendo a ira de um homem que não poderia admitir um filho bastardo. Com a tese de assassinato quase completa, a polícia decidiu ir falar com o suposto responsável pelo óbito.

Em seu depoimento, Howard se mostrava inflexível, nervoso e pouco cooperativo. Ao ser convidado a doar uma amostra de DNA, para fazer um teste de paternidade, o empresário, enfurecido recusou e foi embora.

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 Reyna Marroquín / Crédito: Wikimedia Commons

As investigações se desenvolviam sob sigilo. Em entrevista ao The New York Times, em 1999, Edwards não só omitiu pistas cruciais, como manteve detalhes restritos as autoridades para, então, conseguir prender o infame assassino. “Estamos trabalhando em algumas pistas promissoras sobre a identidade da jovem, mas não podemos divulgar nada disso ou seu nome neste momento”.

Culpa fatal

Uma busca mais profunda revelou que Elkins havia vendido sua parte nos negócios, assim como sua casa — onde o barril foi encontrado — no ano de 1972, indicando, mais uma vez, sua participação no crime. Para não perder mais tempo, Edwards solicitou um mandato para retirar o DNA do homem, mesmo contra sua vontade, mas era tarde demais.

No dia seguinte de seu depoimento, em 10 de setembro, Howard foi encontrado morto com um tiro de espingarda no banco de seu carro. Sem uma nota de suicídio ou mais explicações, a polícia concluiu: ele não aguentara viver com a culpa, ainda mais após a descoberta de suas ações.

Um teste de paternidade póstumo confirmou, ele era pai do filho que Reyna esperava no momento de sua morte — o crime passional fora motivado por uma gravidez indesejada. Com a impossibilidade de definir, com certeza, os últimos passos de Marroquín, restou uma simulação sobre o que acontecera em algum momento do ano de 1969.

A teoria mais provável é a de que ao saber sobre a gestação da amante, Elkins começou a planejar o homicídio. Atraiu Reyna para sua casa, ou ainda para a sede da empresa, onde a capturou e a matou. A polícia acreditava que ele colocou o corpo da vítima no barril para depois jogá-lo no oceano. Porém, ao colocar bolinhas de plástico para aumentar o peso do tambor, e ter certeza que ele afundaria, desistiu do plano. Deixando-o para mofar em sua antiga casa, onde pensou que jamais iriam encontrá-lo e o crime passaria despercebido. Mas estava errado.


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