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De Marilyn Monroe a James Dean: a insana vida sexual de Marlon Brando

Ganhando destaque em grandes filmes de Hollywood, Brando se declarava uma “uma besta sexual”

Caio Tortamano Publicado em 11/01/2020, às 19h00

Marlon Brando
Marlon Brando - Getty Images

Um dos maiores símbolos sexuais masculinos de Hollywood sem dúvida nenhuma foi Marlon Brando. Com atuações de destaque em filmes como Último Tango em Paris, Apocalipse Now e Poderoso Chefão, o ator não chamou atenção somente em frente às câmeras: sua vida sexual gerou grande alarde entre o público.

Em uma das grandes lendas acerca do mundo dos famosos de Hollywood, certa vez, em uma festa, todos os convidados deveriam ficar pelados. Eis que Brando teria andado pela festa com uma flor de lírio entre suas nádegas. Essa e outras histórias corroboram para a criação da imagem de um voraz predador sexual, que entre suas “presas” estiveram nomes como Marilyn Monroe, Marlene Dietrich e Grace Kelly.

Ele se definia como uma besta sexual, e que tinha mulheres entrando pela porta e saindo pelas janelas de sua casa. Quando contratava uma secretária, ele logo de cara explicava que era louco e viciado em sexo, um aviso para que não houvesse surpresas no caso de alguma investida.

Por mais que fosse muito seguro quanto a suas experiências, o público se assustava por achar um contraste irônico com a imagem viril que ele transmitia em seus filmes ou até mesmo atitudes. De acordo com relatos da época, ele era violento com paparazzi, e tinha um temperamento difícil.

Marlon Brando, um dos homens mais desejados de todos os tempos em Hollywood / Crédito: Getty Images

 

As manifestações sexuais que viriam a definir sua vida íntima aos olhos do público tiveram um provável início quando o astro tinha apenas 4 anos de idade. Sua mãe era alcóolatra e abandonou os três filhos com o marido, que era abusador e viciado em álcool.

Quem tomava conta das crianças era a babá, Ermi, que dormia com Marlon ainda criança. Os dois nus. No documentário Listen to Me Marlon, sobre sua vida, Brando falou sobre esse insólito momento de sua vida. Ele afirmou que se sentou ao lado da moça e observou seu corpo enquanto acariciava seus seios.

A experiência, de acordo com o próprio Marlon, o distanciou do mundo real. A frustração de não ter concluído o ato carnal enquanto ainda era muito jovem o levou a passar a vida tentando satisfazer o momento.

Os dois chegaram a se encontrar novamente quando ele tinha 23 anos e estreava na Broadway a peça Um Bonde Chamado Desejo. Porém, o episódio não foi como o ator esperava: Ermi apenas pediu dinheiro e sumiu do mapa. O encontro rápido e repentino o marcou profundamente, descontando toda a frustração no sexo.

A autora do livro Brando’s Smile revelou que o artista tinha uma preferência não somente física, mas psicológica: 22 mulheres com quem ele se relacionou tentaram ou cometeram suicídio em algum momento de suas vidas.

Mas não foram somente mulheres que acabaram sendo seduzidas por Marlon Brando. Em entrevista no programa de Gary Carey, o artista admitiu ter tido experiências homossexuais, e afirmou que não tinha vergonha nenhuma delas.

Talvez a relação mais marcante que o ator supostamente tivera em sua vida foi com outro símbolo sexual da época, James Dean. O escritor Stanley Haggart revelou que Dean mostrava marcas de queimaduras pelo corpo, decorrentes de uma relação sadomasoquista com Brando, e se orgulhava delas.

Marlon Brando (sentado, de branco) e James Dean (de bruços) / Crédito: Getty Images

 

Marlon, por sua vez, nunca confirmou a relação, mesma que tenha dito sem titubear que havia se relacionado com homens. Dean teria sido o submisso, enquanto Brando (bem como em todas suas outras relações e com os demais) gostava de se sentir superior.

Casado três vezes — sempre com mulheres grávidas —, teve 11 filhos que reconheceu e alguns outros ilegítimos. O poder que vinha de sua fama e talento possibilitou o homem a ter relações com quem ele bem entendesse.


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The Contender: The Story of Marlon Brando, William J. Mann (2019)

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Brando's Smile: His Life, Thought, and Work, Susan L. Mizruchi (2015)

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