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Há 73 anos, morria Al Capone, o mais polêmico gângster da História

O mafioso nunca foi preso por seus diversos crimes enquanto mafioso, mas foi parar no xilindró por sonegação do Imposto de Renda

André Nogueira Publicado em 25/01/2020, às 08h00

Al Capone, o Scarface
Al Capone, o Scarface - Getty Images

“Podes obter muito mais com boas palavras e um revólver do que com boas palavras somente”. A notória frase de Alphonse Capone definiu precisamente o estilo de vida daquele que foi o maior mafioso da história americana.

Nascido no Brookyn, Nova York, Al Capone era filho de imigrantes italianos de Salerno, uma família muito pobre. Ainda jovem, já estava envolvido em quadrilhas suburbanas, sendo expulso da escola aos 14 anos por agredir a professora.

Casou-se em 1918, com Mae Coughlin, logo após o nascimento do primeiro filho, Albert, apelidado de Sonny Capone. No ano seguinte, porém, foi enviado pelos mafiosos para Chicago, onde tornou-se aliado de John Torrio até sua morte.

Capone no seu auge / Crédito: Wikimedia Commons

 

No entanto, Torrio foi assassinado, abrindo espaço para a ascensão de Al, que rapidamente se provou capaz de liderar a organização criminosa. Assim começou o império da máfia de Capone, que ganhou espaço pelas cidades dos EUA. Já aos 26 anos, como líder, se provara extremamente violento e objetivo.

A rede de crimes de Al Capone crescia, abrangendo pontos de aposta, bordéis, clubes noturnos, cassinos, cervejarias e, principalmente, destilarias. Um dos principais fomentadores da crescente fortuna do mafioso era a Lei Seca, que o possibilitava lucrar com a venda de bebidas clandestinas. No período da proibição, ele lucrava mais de 100 milhões de dólares anualmente. Nunca sendo preso por seus crimes violentos.

Porém, em 1931, o criminoso caiu na malha fina e foi condenado à onze anos de prisão por sonegação de imposto. Por conta da omissão do Imposto de Renda, foi enviado para Atlanta ate 1934, quando foi finalmente transferido para Alcatraz.

Foto de Capone na prisão, colorizada / Crédito: Divulgação

 

Na prisão, Al contrariou sífilis, o que o obrigou a tomar uma série de remédios fortes que prejudicavam sua saúde. Debilitado, teve crises de tuberculose e começou a apresentar demência. Por conta desse quadro, foi julgado novamente e teve sua pena revista. Foi então liberado, passando a residir na Flórida.

A doença de Capone destruiu seu corpo violentamente. Perdendo capacidade de raciocínio e física, deixou o comando da máfia - mesmo que sua fama e respeito no interior da organização se mantivessem fortes. A sífilis atingiu o coração e, em 1947, ele morreu após um ataque cardíaco em Palm Beach. Seu cadáver foi transferido para Chicago, local que foi palco para sua fama.


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