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Há 65 anos, morria Albert Einstein, o mais célebre cientista do século 20

Entenda as principais contribuições de Einstein para a ciência, incluindo a Teoria da Relatividade, que foi provada numa pesquisa no Brasil

André Nogueira Publicado em 18/04/2020, às 00h00

Albert Einstein
Albert Einstein - Wikimedia Commons

Poucas figuras foram tão famosas e relevantes, do mundo científico para fora, do que Albert Einstein, o físico alemão conhecido pela Teoria da Relatividade. Responsável pela popularização do conhecimento físico, o pesquisador foi pouco ortodoxo enquanto vivo, e mesmo foi responsável pela “equação mais famosa do mundo” (E=M.c²).

Einstein começou seus estudos em 1900, passando por dificuldades desde o início. Não por ter sido mau aluno, como os boatos do senso comum reproduzem, mas porque “sua postura questionadora e aversão à autoridade não agradavam seus professores da ETH [Politécnica Nacional, em Zurique], e nenhum deles ofereceu o posto de assistente, a via normal para uma carreira acadêmica”, afirma Stephen Hawking em O Universo Numa Casca de Noz.

Fato é que Einstein demorou para engatar na academia, conseguindo iniciar a carreira pela secretaria de patentes da Suíça, onde começou a se destacar de maneira negativa por confrontar consensos relevantes da Ciência Vitoriana. Rapidamente, seu interesse era na área pelo qual ficou famoso: o Tempo. Seus estudos possibilitaram conhecer os EUA em diversos momentos, incluindo em 1933, momento em que Hitler ascendeu ao poder na Alemanha e passou a perseguir judeus. Como consequência, Einstein não retornou ao país de origem.

Einstein foi cotado para ser o primeiro presidente de Israel / Crédito: Wikimedia Commons

 

Embora seja famoso pela Relatividade, o Prêmio Nobel de Einstein é anterior a seus estudos envolvendo a cosmologia. O cientista foi agraciado com a medalha em 1921, graças à determinação do Efeito Fotoelétrico, que foi capaz de explicar a estrutura da luz a partir do entendimento da química dos materiais.

De acordo com Einstein, principalmente os metais emitem elétrons quando expostos a uma radiação eletromagnética suficiente para isso. Essa radiação pode ser a luz, que foi entendida como uma coleção de ondas discretas que carregam energia. Ou seja, na discussão de que a luz era partícula ou onda (em que se predominava o segundo), Einstein provou que ela estava entre os dois.

Pouco tempo depois, a dedicação do trabalho de Einstein o levou à compreensão da Teoria da Relatividade, que se divide entre a Geral, Restrita, ou Espacial. Resumidamente, elas pertencem a mesma teoria, mas se dividem em duas explicações revolucionárias.

Segundo a Teoria da Relatividade Restrita, no vácuo, a velocidade da luz é sempre a mesma, e a maior possível de se chegar. Isso estabelece que o tempo e o espaço são unidades relativas.

Einstein e pesquisadores que o ajudaram em Sobral, Ceará / Crédito: Observatório Nacional

 

Assim, como nada superava a velocidade da luz, o tempo seria um referencial individual mutável de acordo com a posição e a velocidade do referencial (o que é chamado de dilatação do tempo). Isso significa que a energia usada para a aceleração de um corpo, que pretendia atingir a velocidade da luz, acabava sendo convertido em massa, dificultando a aceleração. O físico concluiu que a energia dessa movimentação equivalia à massa do objeto vezes a velocidade da luz multiplicada por ela mesma, ou seja, E=M.c².

Suas ideias o levaram à compreensão do funcionamento do espaço-tempo universal, o levando à Teoria da Relatividade Geral que, basicamente, afirma que a matéria tem capacidade de curvar o tempo, e vice-versa. O tecido do espaço era moldável de acordo com a gravitação dos corpos que o preenche. É o mesmo que pensar numa bola em cima de um pano bem esticado, em que o objeto muda o formato da superfície.

A comprovação dessa teoria se deu numa das passagens mais interessantes da vida de Einstein, pois foi possível com observações feitas no Brasil. O cientista presenciou o dobramento do espaço-tempo durante um eclipse observado na cidade de Sobral, no Ceará, quando foi possível ver a luz do sol desviando do corpo da luz, causado pela curva gerada por sua gravidade.

Imagem do eclipse de Sobral / Crédito: Domínio Público

 

As contribuições de Einstein foram muitas e possuem aplicações que vão desde postulações teóricas interessantes até objetos práticos, de telescópios à bomba atômica. No fim da vida, Einstein tentou chegar a uma Teoria Geral do Universo, explicando a origem mesma de todas as energias, mas nunca conseguiu (nem nunca conseguiram). Já velho, ele morreu em Princeton, no ano de 1955, num hospital após um aneurisma. Suas últimas palavras foram perdidas: a enfermeira presente não falava alemão.


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