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Gosma oleosa e fedorenta: a curiosa origem do sabão

No passado, o produto foi utilizado para outras finalidades. Entenda!

Fabio Previdelli Publicado em 14/06/2020, às 10h00 - Atualizado em 04/08/2021, às 15h20

Imagem ilustrativa de um sabonete artesanal
Imagem ilustrativa de um sabonete artesanal - Imagem de Michael Lin por Pixabay

O sabão é considerado um item fundamental de higiene na atualidade. Responsável por combater bactérias e promover limpeza, o produto faz parte do dia a dia das pessoas ao redor. 

No entanto, no passado, suas funcionalidades eram bem diferentes das que conhecemos hoje em dia, e o produto mudou bastante ao longo dos séculos até chegar na sua forma atual.

A insólita origem do sabão

Os antigos mesopotâmios foram os primeiros a produzirem um tipo de sabão ao cozinhar ácidos graxos — como a gordura obtida a partir de uma vaca, ovelha ou cabra abatida — junto de uma porção de água e soda caustica, uma substância caustica derivada das cinzas da madeira. O resultado dessa mistureba era uma gosma oleosa e fedorenta.

Uma outra menção precoce ao produto de higiene aparece no livro do estudioso romano Plínio, o Velho, intitulado The Natural History of Pliny, escrito em 77 D.C.. Na obra, ele descreve o sabão como uma pomada feita de sebo — provavelmente derivado da gordura de carne bovina — e cinzas que os gauleses, em especial os homens, aplicavam em seus cabelos para dar uma tonalidade avermelhada.

Os povos antigos usavam esses sabonetes antigos para limpar as fibras de lã ou algodão antes de tecê-las, em vez de higienizar as pessoas. Nem mesmo os gregos e romanos, pioneiros em água corrente e banheiros públicos, usavam o produto para limpar seus corpos.

Imagem ilustrativa de um sabonete / Crédito: Imagem de Adriano Gadini por Pixabay

 

Em vez disso, homens e mulheres mergulharam em banhos de água e depois sujavam seus corpos com azeite perfumado. Eles usaram um raspador de metal ou palheta chamado strigil para remover qualquer óleo ou sujeira restante.

Já na Idade Média, novos sabonetes à base de óleo vegetal, aclamados por sua suavidade e pureza, além do cheiro mais agradável, passaram a ser usados ​​como itens de luxo entre as classes mais privilegiadas da Europa. O primeiro deles, da Aleppo, feito à base de óleo de oliva infundido com óleo de louro aromático, foi produzido na Síria e trazido para a Europa por cruzados e comerciantes cristãos.

Logo, derivados foram criados na Itália, França, Espanha e, eventualmente na Inglaterra. Destes, o Jabon de Castilla, versão espanhola, foi o mais conhecido. O sabão em barra branco à base de azeite de oliva era um item de toalete muito popular entre a realeza europeia.

O assentamento das colônias americanas coincidiu com um período (de 1500 a 1700), quando a maioria dos europeus, privilegiados ou pobres, abandonou o banho regular por medo de que a água realmente espalhasse doenças. Os colonos usavam o produto, principalmente, para a limpeza doméstica, e a fabricação do produto fazia parte da rotina doméstica sazonal supervisionada pelas mulheres.

No novo continente, a fundação de fábricas de sabão como a Colgate, com sede em Nova York (fundada em 1807), ou a Procter & Gamble, com sede em Cincinnati (fundada em 1837), aumentou a escala da produção do material, mas pouco fez para alterar seus ingredientes ou uso. Os americanos de classe média haviam retomado o hábito do banho de água, mas ainda evitavam o produto — que era mais usado para lavar roupas.

A grande revolução higiênica

Porém, isso logo mudou. A Guerra Civil foi o divisor de águas. Graças aos reformadores que divulgaram a lavagem regular com água e sabão como medida sanitária para ajudar no esforço de guerra da União, tomando banho para a higiene pessoal. A demanda pelo produto aumentou dramaticamente entre as massas.

As empresas começaram a desenvolver e comercializar uma variedade de novos produtos para os consumidores. Em 1879, a P&G introduziu o sabonete Ivory, um dos primeiros perfumados da USBJ Johnson Soap Company, de Milwaukee; seguido pelo Palmolive, feito à base de óleo de palma e azeite. Era o sabão mais vendido do mundo no o início de 1900.

A química do produto também começou a mudar, abrindo caminho para a era moderna. Na P&G, décadas de experimentos de laboratório com óleo de coco e palma importado e, em seguida, com óleo de semente de algodão produzido internamente, levaram à descoberta de gorduras hidrogenadas em 1909.

Essas gorduras sólidas à base de vegetais revolucionaram o sabão, tornando sua fabricação menos dependente de subprodutos animais. A escassez de gorduras e óleos para o produto durante as duas Grandes Guerras Mundiais também levou à descoberta de detergentes sintéticos como um substituto "superior" para sabonetes à base de gordura, materiais de limpeza domésticos e xampus.

As inovações tecnológicas 

Os sabonetes fabricados comercialmente hoje são produtos altamente especializados e projetados em laboratório. As gorduras animais sintetizadas e os óleos e bases à base de plantas são combinados com aditivos químicos, incluindo hidratantes, condicionadores, agentes ensaboantes, cores e aromas, para torná-los mais atraentes para os sentidos.

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Ao longo dos séculos, a finalidade do sabão mudou de forma radical. Hoje em dia existem até mesmo sabonetes inteligentes. Isto é, que podem ser controlados através de sensores de toque. 

O dispositivo da Honorall, por exemplo, é perfeito para álcool, sabonete líquido, gel de banho e saboneteira. Além disso, não possui bateria, mas tem carga duradoura. Incrível, não é mesmo?

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