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Bah Tchê! Assombrações no Rio Grande do Sul

Donos de um folclore único e poderoso, é comum o gaúcho enveredar pelas sendas do sobrenatural e encarar o assombro de frente

M. R. Terci Publicado em 11/10/2019, às 14h00

Igreja das Dores
Igreja das Dores - Luã Hernandez

Dizem que as fronteiras do Rio Grande do Sul foram traçadas à ponta de lança e que a pedra bruta lapidada ali deixou à mostra um povo valente e corajoso chamado gaúcho. Orgulho e amor por suas raízes é seu maior diferencial. Talvez por isso, haja tantas lendas heroicas e causos assombrosos no Estado.

Donos de um folclore único e poderoso, é comum o gaúcho enveredar pelas sendas do sobrenatural e encarar o assombro de frente. Venham comigo, pelos caminhos mais escuros da história, cumprir uma sina de alma penada na hercúlea tarefa de classificar apenas 10 desses relatos de botar medo.

O fantasma de Bento Gonçalves em Triunfo

Bento Gonçalves / Crédito: Wikimedia Commons

 

A casa onde nasceu Bento Gonçalves em 1788 sempre foi cercada de mistérios e estranhos avistamentos, muita gente afirma que os fantasmas dos combatentes mortos na Guerra dos Farrapos, incluindo o próprio Bento, andam pelos corredores.

Fantasma de Moron em Rio Grande de São Pedro

Na Rua Moron, um vulto fantasmagórico provoca medo e comoção aos moradores. Durante as noites de inverno, é visto vagando entre as casas e telhados da vizinhança. Dizem que quem o avista, acaba com os cabelos brancos.

Assombração na Casa do Morro em Cruzeiro do Sul

A casa foi construída em 1873 pelo Tenente Coronel Primórdio Centeno Xavier de Azambuja, após a Guerra do Paraguai. Atualmente se encontra abandonada, pois muitos dos antigos moradores relataram terem tidos experiências sobrenaturais na casa. Além disso, noticia-se que lobisomens e aparições são avistados no local.

O fantasma do parafuso no Museu do Gruppeli em Pelotas

O museu, que já foi uma vinícola, tem um protetor fantasmagórico dado a traquinagens. Conta-se que o poltergeist, apelidado de andarilho, trabalhou em vida como ajudante no local e agora prega peças nas visitas.

Igreja Nossa Senhora das Dores em Porto Alegre

Igreja das Dores / Crédito: Wikimedia Commons

 

Construída, há mais de cem anos, por escravos, bem em frente ao local onde eram realizadas as execuções dos condenados por enforcamento. Dizem que o espirito de um escravo, injustamente executado, amaldiçoou o local e desde então, nas madrugadas, assombrações são vistas no local.

Assombração na Casa Charqueada São João em Pelotas

Na região, em 1810, uma moça estava prometida a um fazendeiro muito rico, mas havia se apaixonado por outro homem. Esse homem foi encontrado morto, em circunstâncias misteriosas, e a moça, desesperada, fugiu correndo de casa e nunca mais foi vista. Conta-se que, à noite, é comum topar com seu espírito em desatada fuga pelas estradas que circundam a Casa Charqueada.

Lamentos no Castelinho do Alto da Bronze em Porto Alegre

Na região central da capital gaúcha, entre as Ruas Vasco Alves e Fernando Machado, existe um castelo construído em homenagem a um grande amor, mas como todo grande amor, esse era chama e queimou cedo e terminou mal. À noite, atualmente, as pessoas que passam pelo local relatam lamentos e barulhos de correntes vindo de dentro do castelo.

Experiências assustadoras no Museu Júlio de Castilhos em Porto Alegre

Museu Júlio de Castilhos / Crédito: Wikimedia Commons

 

Dizem que casarão foi construído, sobre um antigo cemitério, em 1887, para servir de moradia ao Coronel Augusto Santos Roxo. A Fama de mal-assombrado ocorreu após ocorrer duas mortes trágicas. Desde então os visitantes e funcionários relatam avistamentos de fantasmas, figuras e sombras escuras circulando pelo local.

Casa assombrada em Novo Hamburgo

Em uma modesta casa de madeira, localizado na Rua Quarai no bairro Boa Vista, crucifixos se quebravam inexplicavelmente, móveis mudavam de lugar durante a madrugada e diversos objetos eram atirados, pelo puro elemento do ar, em seus moradores. A assombração continuou até seus antigos donos se mudarem. Dizem, tudo começou após um exorcismo malsucedido.

Lendas e Mitos da Lagoa dos Barros em Osório e Santo Antônio da Patrulha

Dizem que em 1940 um homem matou sua noiva e jogou seu corpo na lagoa amarrado em uma pedra. Os moradores do local relatam ver uma mulher de branco andando perto da lagoa ou próximo à estrada, e também um barco fantasmagórico surge de suas águas nas noites escuras, navegando pelo lago. Fala-se, ainda, de padres falecidos avistados à margem da lagoa.


M.R. Terci é escritor e roteirista; criador de “Imperiais de Gran Abuelo” (2018), romance finalista no Prêmio Cubo de Ouro, que tem como cenário a Guerra Paraguai, e “Bairro da Cripta” (2019), ambientado na Belle Époque brasileira, ambos publicados pela Editora Pandorga.