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Casa das rosas: Quem eram os residentes de um dos mais famosos pontos turísticos de São Paulo?

O casarão foi construído em 1935 e habitado durante seus primeiros 51 anos de existência

Alana Sousa, Letícia Yazbek, Penélope Coelho Publicado em 29/06/2019, às 15h00 - Atualizado às 16h50

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- Reprodução

A mansão Casa das Rosas foi construída em 1935 por Francisco de Paula Ramos de Azevedo, arquiteto renomado do período cafeeiro de São Paulo. O Escritório Técnico Ramos de Azevedo também assinou obras como o prédio da Light, a Pinacoteca do Estado de São Paulo e o Teatro Municipal.

Com estilo clássico francês, o casarão localizado na Avenida Paulista abriga 38 cômodos, além de pomares e jardins que cultivavam as mais belas rosas paulistas, o que deu origem ao nome.

A Casa das Rosas foi habitada durante os primeiros 51 anos de sua existência. Primeiro, foi a residência de uma das filhas Ramos de Azevedo, Lúcia Ramos de Azevedo, e seu marido, Ernesto Dias de Castro. Mais tarde, o casa foi passada ao filho do casal, Ernesto Filho, e sua esposa, Anna Rosa.

O local se manteve como residência até 1986, quando foi desapropriado pelo Governo do Estado de São Paulo com o objetivo de preservar o local. Nessa época, o ambiente já não era mais o mesmo da década de trinta: o casarão já estava rodeado por prédios modernos e comerciais.

Durante a construção, em 1935 / Crédito: Wikimedia Commons

 

Já em 1991, ano do centenário da Avenida, a mansão foi tombada, em ato inédito no Brasil, como patrimônio cultural. Em 2004, foi reinaugurado como Espaço Haroldo de Campos, em homenagem ao escritor e poeta brasileiro. O nome-homenagem sugere do que tratam as atrações da casa: muita leitura e poesia.

A Casa pode servir ainda como um espaço de contemplação, como forma de aproximar seus visitantes da natureza, da história de São Paulo e da leitura. Segundo o coordenador cultural da Casa, Donny Correa, a busca turística pelo local não fez com que o aspecto cultural fosse deixado de lado.

Ele reforçou que o cartão de visitas da Casa é sua arquitetura clássica, bem no meio dos prédios da Paulista, e que com certeza o aspecto do local, com seu jardim, é um forte atrativo, mas quando os frequentadores descobrem que há uma vasta programação em curso uma coisa se une a outra, no fim das contas.

Correa também conta que a maior dificuldade que a Casa das Rosas enfrenta está relacionada à sua capacidade física “Muitas vezes não é possível comportar tudo que programamos. Como o espaço é tombado pelo patrimônio histórico, temos certas restrições quanto à instalação de objetos e outras circunstâncias.”