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Caso Evandro: o crime brutal que escandalizou o Brasil

Envolvendo ritual de magia negra, caso ainda desperta o horror de muitas pessoas

Joseane Pereira e Victória Gearini Publicado em 11/11/2019, às 11h00

Evandro Ramos Caetano, o garoto vítima de ritual
Evandro Ramos Caetano, o garoto vítima de ritual - Divulgação

Na manhã do dia 6 de abril de 1992, um garoto de apenas seis anos desapareceu da cidade litorânea de Guaratuba, no Paraná. Era o pequeno Evandro Ramos Caetano, cuja ausência foi percebida por sua mãe algumas horas depois. Com ajuda do delegado-geral, a família e outros moradores da cidade começaram a procurar pelo menino – que seria encontrado cinco dias depois, em condições difíceis de acreditar.

O CRIME

No dia 11 de abril, o que era um caso de desaparecimento se transformou na confirmação de assassinato. Evandro foi encontrado em um matagal próximo à sua casa, por um trabalhador que passava próximo à região. O menino estava sem os olhos, sem o couro cabeludo, com os dedos dos pés cortados, sem as mãos, com o ventre aberto e sem os órgãos internos.

O pequeno Evandro / Crédito: Divulgação

 

Policiais e familiares foram ao local para identificar o corpo, já em estado avançado de decomposição. Alguns elementos ajudaram no reconhecimento: sua bermuda branca e a chave de sua casa, que estava próxima ao corpo. Dias depois, o par de chinelos do garoto também foi encontrado, levando a polícia a suspeitar que a cena do crime fora montada.

Jovens da escola local resolveram fazer uma manifestação pela morte de Evandro, pedindo por mais segurança às autoridades. O ato foi barrado por Celina Abagge, a primeira-dama de Guaratuba, sob alegação de que o nome da cidade poderia ficar sujo na imprensa.

MORTE ENCOMENDADA

Em julho daquele ano, três homens confessaram ter matado o pequeno Evandro. Osvaldo Marcineiro, curandeiro que chegara em Guaratuba no início do ano, teria recebido ajuda do artesão Davi dos Santos Soares e de seu amigo e também feiticeiro, Vicente de Paula. A morte teria sido parte de um ritual encomendado pela primeira-dama Celina, com o objetivo de abrir os caminhos da fortuna e da política para a família Abagge.

A filha do prefeito, Beatriz Abagge, também teria auxiliado no ritual macabro, como confessado por ela e sua mãe em uma fita cassete. De acordo com os cinco, o ritual ocorreu na serraria Abagge, nos arredores da cidade, liderado por Osvaldo Marcineiro  no valor de 15 milhões de cruzeiros.

Apesar de tudo, a família Abagge foi inocentada no primeiro julgamento, ocorrido em 1988 e com duração de 34 dias. A alegação era de que não existiam provas suficientes para comprovar que o corpo era de Evandro. A filha do prefeito, Beatriz Abagge, seria condenada a prisão apenas em 2011: apesar de ter sido condenada a 21 anos de prisão, ela recebeu perdão de pena cinco anos depois. Até hoje, o caso Evandro permanece envolto em controvérsias.


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