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De Rasputin a Thomas Jefferson: 5 personagens históricos que eram, no mínimo, sádicos

Abuso, incesto, necrofilia... essas figuras tiveram relações sexuais polêmicas

Redação Publicado em 25/08/2019, às 08h00

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Alguns personagens são lembrados por seus feitos heroicos, outros pelas atrocidades cometidas à humanidade. Mas a lista abaixo segue outro critério: nela, se encontram personagens que marcaram sua história com atos perversos e crimes sexuais.

5. Thomas Jefferson e a garota Sally

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Polímata radical que colocou em palavras os princípios da Revolução Americana, Jefferson era um político com astúcia secreta e muito bem dissimulada. Como delegado pela Virgínia no Segundo Congresso Continental da Filadélfia em 1776, tornou-se o principal autor do documento que repudiava a soberania britânica e, em um documento fundador, defendeu a liberdade e a igualdade entre os homens.

Porém, seus hábitos não seguiam o que era dito pelas palavras. Além de ter uma vida de luxo graças a centenas de escravos, Jefferson cometeu atrocidades com alguém de sua própria família. Era Sally Hemmings, meia-irmã de sua esposa, Martha Wayles. Quando Martha morreu, em 1782, Jefferson passou a demonstrar fascínio por Sally, de apenas nove anos. Aos 14 anos, quando chegou à puberdade, o velho Jefferson transformou a garota em sua concubina.

4. O abusador Eric Gill

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Escultor e ilustrador, o inglês Gill foi um dos artistas mais proeminentes do século 20. Nomeado Royal Designer for Industry, o maior prêmio da Grã-Bretanha para designers, ele foi o criador da tipografia Gill Sans, que exerceu grande influência na tipografia britânica.

Entretanto, na vida privada, ele era um maníaco e abusador sexual. Gill era viciado em prostitutas, praticava incesto e pedofilia, e adorava abusar de suas empregadas. Algumas de suas obras mais famosas foram feitas usando suas próprias filhas pré-adolescentes como modelos. No caso, ele as desenhava nuas e em poses eróticas.

3. Herodes, o Grande e o cadáver de sua esposa

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Herodes, também conhecido por seu epíteto, o Grande, foi um rei da Judeia, subordinado ao Império Romano. O rei bíblico foi mais mencionado no Talmude do que na própria Bíblia: segundo os sagrados escritos judaicos, ele derrotou os Asmoneus, estado judaico situado na Terra de Israel antes dos Romanos. Ele deixou viva apenas uma mulher, chamada Mariana, por quem se apaixonou perdidamente. A moça, porém, se suicidou pela desonra de ter sido a única deixada viva entre seu clã.

Como Herodes realmente a amava de seu jeito deturpado e pervertido, ele conservou o corpo da moça em mel por sete anos e, inclusive, manteve relações sexuais com ela de maneira bestial.

2. Rasputin e seu culto carnal

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Nascido como camponês de família humilde, Rasputin se tornou místico e autoproclamado monge após uma peregrinação religiosa. Sua ascensão pela Igreja Ortodoxa foi meteórica, atraindo a atenção do Czar Nicolau II. O filho do Tsar, Alexei, era hemofílico e teria sido curado pelo monge de uma hemorragia que colocava sua vida em risco. Daí em diante, Rasputin adquiriu grande influência sobre todos os Romanov, a última família real russa.

Em sua juventude, ele se envolveu com a seita religiosa Khlysts. As experiências fervorosas levaram Rasputin a inventar uma doutrina que pregava o uso do pecado para se alcançar Deus. Seu culto foi levado à exaustão com base em orgias, ataques de loucura sexual prolongados que serviam para extrair todas as paixões básicas do corpo. Dessa forma, eles poderiam se concentrar em Deus sem as distrações da carne.

1. Aleister Crowley e a Abadia de Thelema

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O escritor e ocultista inglês Aleister Crowley operou uma verdadeira interface entre a ciência do sexo e a arte erótica tântrica que chegava à Europa, quebrando tabus sobre o corpo, gênero e sexualidade. Em 1920, décadas antes do surgimento do amor livre e do movimento hippie, acompanhado por sua mulher, a filha recém-nascida e sua amante, Crowley se mudou para uma localidade isolada na cidade de Cefalù, na Itália, quintal de Mussolini.

Ali, o mago fundou a Abadia de Thelema, uma espécie de anti-monastério e comunidade alternativa, onde seus habitantes viviam suas vidas “não de acordo com as leis, estatutos ou regras, mas de acordo com sua vontade e com seu prazer”. Orgias sexuais, sacrifícios de crianças e animais, uso de drogas e bestialidade eram relatadas pelos habitantes da circunvizinhança e pela imprensa britânica. Crowley jamais admitiu tais acusações, mas igualmente nunca as negou.