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Conheça 5 tentativas frustradas para matar Adolf Hitler

Embora tenha sido aclamado por muitos, o infame ditador nazista também tinha inimigos mortais

Joseane Pereira Publicado em 15/07/2019, às 08h00

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Crédito: Reprodução

O líder nazista Adolf Hitler foi alvo de inúmeras conspirações de governos estrangeiros, inimigos políticos e ex-oficiais, que acabaram se dando mal após o fracasso de seus intentos. Conheça as cinco maiores tentativas de assassinato contra o Führer.

5. A Trama de Maurice Bavaud

Bavaud era um estudante de teologia, membro do grupo francês anticomunista Compagnie du Mystère. Por influência do líder do grupo, Marcel Gerbohay, o estudante passou a acreditar que o chamado o ditador era uma encarnação de Satanás, sendo seu dever espiritual derrubá-lo.

Em novembro de 1938, Hitler marchava com seu séquito pelas ruas de Munique. Equipado com uma pistola no bolso, Bavaud esperou junto à população a chegada do líder nazista. Mas, ao tentar sacar sua pistola, foi impedido pelos espectadores que estendiam o braço em saudação.

Bavaud desistiu de seu intento e foi preso mais tarde, enquanto tentava roubar um trem. Revistado pela Gestapo, ele confessou ter conspirado para matar Hitler. Foi guilhotinado em Berlim, em maio de 1941.

4. O bate-boca na cervejaria de Munique

A primeira tentativa registrada de assassinato se deu em Munique, em 1921, muito antes de Hitler subir ao poder. Em novembro desse ano, Hitler havia discursado em uma cervejaria para membros do Partido Socialista Independente, do Partido Comunista e de outras linhas da oposição.

Durante o discurso, seus opositores bêbados e raivosos lhe lançaram garrafas vazias escondidas sob as mesas e pesadas cadeiras, o que culminou em uma briga generalizada.

Saindo ileso, Hitler passou meia hora gargalhando, até a polícia chegar.

3. A bomba

Georg Elser em 1939 / Crédito: Reprodução

 

Em novembro de 1939, Hitler estava fazendo seu discurso anual  na cervejaria Bürgerbräukeller, em Munique. Ele usou o evento, que comemorava as primeiras lutas nazistas da década de 1920, para zombar de seus inimigos e se gabar do sucesso na guerra. Mas o que ninguém desconfiava era que, a poucos metros de onde o Führer estava, jazia uma bomba prestes a explodir.

O objeto era fruto do trabalho de um carpinteiro comunista, Georg Elser, que previra a ameaça do nazismo à Alemanha. Ele construiu uma bomba com temporizador de 144 horas. Se mudando para Munique e passou a visitar a cervejaria todas as noites e escavar uma cavidade para inserir o explosivo.  

Após várias semanas, o carpinteiro instalou a bomba com sucesso, programando-a para explodir no dia 8 de novembro de 1939, às 21h20 – mesma data e hora em que Hitler discursava todos os anos.

Entretanto, neste ano, Hitler terminou seu discurso mais cedo, ansioso para voltar a Berlim. Treze minutos após a partida, a bomba explodiu, causando oito mortes e danos massivos. O teto desabou logo acima de onde Hitler estava.

Elser foi capturado na mesma noite, confessando seu plano às autoridades e passaria os próximos anos confinado em campos de concentração. Em abril de 1945, quando o Terceiro Reich desmoronou, o infeliz carpinteiro foi arrastado de sua cela e executado pela SS.

2. A missão suicida de Gertsdorff

Rudolf von Gersdorff / Crédito: Reprodução

 

Abandonemos as cervejarias por um instante. Dessa vez, a cena se deu em uma exposição de armas e bandeiras soviéticas de Berlim, e seu protagonista, o oficial do exército alemão Rudolf von Gersdorff.

Após fracassadas tentativas de conspiração, o oficial se declarou pronto a acabar com Hitler mesmo que isso implicasse sua morte. “A essa altura, ficou claro para mim que um ataque só seria possível se eu carregasse os explosivos sobre minha pessoa”, ele escreveu mais tarde, “e explodisse o mais perto possível de Hitler”. Em 21 de março de 1943, Gersdorff fez o melhor que pôde para ficar colado ao lado do Führer enquanto o guiava pela exposição.

A bomba tinha um curto período de 10 minutos, mas apesar das tentativas de Gersdorff, Hitler acabou se afastando por uma porta lateral. O bombista suicida foi forçado a correr para o banheiro, desarmando os explosivos com apenas alguns segundos de sobra.

1. A pasta explosiva

A sala de reuniões após a explosão / Crédito: Reprodução

 

Em meados de 1944, a oposição a Hitler aumentava na mesma proporção em que a Alemanha se deteriorava militarmente. Foi aí que líderes militares organizaram o plano Valquíria, para assassinar o Fuhrer, tomar controle do governo e buscar termos de paz com os Aliados.

O major Claus von Stauffenberg colocou o plano em ação em julho de 1944, depois que ele e vários outros oficiais nazistas foram convocados para uma conferência com Hitler.

Ele chegou carregando uma pasta cheia de explosivos plásticos ligados a um fusível ácido. Após colocá-la próximo de Hitler, Stauffenberg deixou a sala. Sua bomba detonou minutos depois, explodindo uma mesa e reduzindo parte da sala a escombros. Quatro homens morreram, mas Hitler escapou com ferimentos que não ameaçavam sua vida.

Stauffenberg e o resto dos conspiradores, assim como centenas de outros dissidentes, foram executados mais tarde.  E a morte de Hitler, apesar de todas as conspirações, aconteceu apenas quando o ditador quis: em 30 de abril de 1945, Hitler se suicidou com envenenamento por cianeto e arma de fogo.