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O que aconteceria se o norte tivesse perdido a Guerra Civil Americana?

Travado entre 1861 e 1865, o conflito teve início após os estados escravagistas do Sul declararem sua secessão

Redação Publicado em 24/09/2019, às 07h00

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A Guerra Civil Americana começou logo depois da eleição do republicano Abraham Lincoln, em 1860, com uma plataforma antiescravidão bastante modesta. Em 20 de dezembro de 1860, antes de o novo presidente assumir o poder, o estado da Carolina do Sul declarou-se independente, e outros cinco seguiram o exemplo, chegando a 11 no auge do conflito.

As hostilidades duraram de 1861 a 1865, e Lincoln aboliu a escravidão antes do fim da guerra, em 1º de janeiro de 1863. Os EUA confirmaram seu futuro como uma nação com vasto território, potencial agrícola e baseada em mão de obra livre, condição fundamental para o desenvolvimento industrial, superando as potências europeias depois da Primeira Guerra Mundial.

Mas e se fosse diferente? A Inglaterra se manteve neutra, mas havia alguma chance de apoiar os confederados. Isso poderia ter mudado os rumos do conflito e dividir o país em dois. O resultado: os dois seriam mais fracos. Uma consequência de certo modo positiva: eles não entrariam na Primeira Guerra e o conflito possivelmente acabaria em empate.

Sem o nacionalismo ressentido pela derrota e o humilhante acordo de paz, Hitler dificilmente teria chegado ao poder. Na Ásia, o Japão teria espaço para se tornar um país imperialista e se transformar no maior produtor industrial do planeta.

Além disso, indústrias mais desenvolvidas do Norte se mudariam para o Canadá, e o vizinho se tornaria uma grande potência. No cenário cultural, outros países ocupariam o papel dos EUA, especialmente os europeus, como Inglaterra e Alemanha.

Práticas segregacionistas ainda existiriam, como filas diferentes para ônibus e estabelecimentos comerciais só para negros ou brancos. Quando a escravidão terminasse, muitos negros voltariam para a África. Seria comum, por exemplo, ver times de basquete só de brancos. Também nada de jazz, blues e rock’n’roll. A América seria bem mais conservadora.