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Daniel Bartlam: 14 anos e assassino da própria mãe

O adolescente inglês matou a matriarca brutalmente em um crime planejado e, até hoje, nunca esclarecido

Alana Sousa Publicado em 01/03/2020, às 12h00

Ilustração da casa do crime pegando fogo
Ilustração da casa do crime pegando fogo - Wikimedia Commons

Era madrugada do dia 25 de abril de 2011, um domingo de Páscoa, quando a casa localizada na cidade de Nottingham, na Inglaterra, começou a pegar fogo. Daniel Bartlam, de 14 anos, pegou o irmão caçula, de 6 anos, seu cachorro e saiu do local. Ligou para a polícia e contou que a mãe, Jacqueline, ficara presa dentro da residência.

Segundo Daniel, um intruso havia invadido a casa, matado sua mãe e então, incendiado o domicílio. Os policiais inicialmente acreditaram em sua versão. Entretanto a história se desenvolveria de um modo brutal.

A investigação do incêndio localizou um martelo no quarto do adolescente e, a análise do corpo de Jacqueline provou que ela havia sido morta com sete marteladas na cabeça. Daniel tornou-se o principal suspeito do crime. E, quando confrontado, prontamente confessou, dizendo que atacara a mãe após uma grave briga.

O menino contou que atacou a mãe com um martelo, enrolou seu corpo em um jornal e colocou fogo, as chamas se espalharam rapidamente, destruindo tudo ao redor.

Daniel Bartlam / Crédito: Divulgação

 

Apesar de afirmar que a morte foi acidental e fruto de uma impulsividade, a perícia criminal provou o contrário. O computador do adolescente continha um antigo arquivo — apagado — no qual Daniel simulava uma história que envolvia a morte da mãe, nas mesmas circunstâncias do acontecimento real. O relato foi supostamente baseado na trama Coronation Street, que retratava o personagem principal assassinando uma mulher a marteladas.

Daniel foi levado a julgamento e condenado unanimemente à prisão perpétua. Tendo que cumprir um tempo mínimo de 16 anos antes de recorrer à decisão. O juiz do caso afirmou que parecia que Bartlam estava tentando “fugir do assassinato perfeito”.

Kate Meynall, a detetive responsável pela investigação, afirmou que esse é um dos casos mais horríveis com o qual já trabalhou. “O nível de violência, o grau de planejamento e a extensão de suas mentiras não são apenas chocantes, mas também é assustador que um garoto de 14 anos possa fazer isso”, alegou ela.

Até agora, a razão por trás do assassinato é desconhecida e espera-se que um dia Bartlam possa explicar o que motivou um crime tão hediondo.


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