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Duas semanas após a morte, tentaram roubar o cadáver de Elvis Presley

O ídolo estava enterrado em um cemitério público quando foi alvo de um plano bizarro

Wallacy Ferrari Publicado em 20/05/2020, às 20h24 - Atualizado às 20h25

O cantor morreu em 1977 graças a um infarto fulminante
O cantor morreu em 1977 graças a um infarto fulminante - Getty Images

Em 16 de agosto de 1977, o rei do rock era encontrado morto em Graceland, sua mansão em Memphis, no estado do Tennessee. Ao entrar no banheiro de sua residência, por volta das 10 da manhã, o artista solo mais vendido da história da música deu seu último suspiro após um colapso fulminante causado por uma disfunção cardíaca, até então desconhecida de seu público.

A repentina morte do rei aos 42 anos comoveu milhares de fãs que se aglomeraram ao longo dos dias seguintes em Memphis: as linhas telefônicas permaneceram congestionadas por horas, os estoques de todas as floriculturas da cidade esgotaram, uma multidão se aglomerou na porta de sua casa para obter atualizações. O interesse em conseguir acessar o corpo do músico era imenso.

Presley foi embalsamado na Memphis Funeral Home e foi levado para despedida oficial no dia seguinte, em 17 de agosto, na própria residência, em uma exibição pública do caixão organizada por seu pai, Vernon. Apesar de ter aceito a entrada de aproximadamente 30 mil fãs, a família optou por encerrar a cerimônia após 4 horas, deixando milhares de admiradores na calçada, sem poder dar o último adeus.

No dia seguinte, ocorreu uma pequena cerimônia para amigos e familiares com cantorias gospel e presenças ilustres, como a de James Brown e George Hamilton. Seu corpo foi levado para o Cemitério Público de Forest Hill em uma limusine e enterrado no túmulo vizinho ao de sua mãe e por lá ficou, sem alterações; pelo menos, pelas próximas duas semanas.

Uma multidão se reune para conseguir acessar o funeral de Elvis Presley - Getty Images

 

Em 29 de agosto, três homens foram detidos no mesmo cemitério. O motivo? Uma tentativa de roubar o cadáver de Elvis Presley de sua sepultura. Eugene Johnson, Raymond Green e Ronnie Lee Adkins tentavam levar o ornamento funerário que pesava mais de 400 quilos, porém, a Polícia não encontrou nenhum equipamento que suportasse o peso do túmulo ou que pudesse deslacrar a estrutura.

Entretanto, ao ocorrer a apreensão dos indivíduos, Adkins informou que era um informante do FBI infiltrado na operação do roubo para conseguir informações sobre um pedido em especial. Junto a Eugene e Raymond, o agente foi chamado por um capanga de um solicitante, que não se identificou, e ofereceu 40 mil dólares para cada um dos envolvidos na operação. A polícia acatou a versão e os suspeitos não sofreram nenhuma penalização.

Adkins afirmou em depoimento que o corpo seria “sequestrado” com um resgate de 10 milhões de dólares, direcionado a família Presley. Um mês depois, a família conseguiu uma permissão legal do Conselho de Legislação de Memphis e Shelby para retirar o corpo do astro e enterrar no jardim de sua mansão, junto com o corpo de sua mãe. O corpo foi deslocado cinco dias depois, onde permanece em seu jardim de meditação com disponibilidade de visitação.


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