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Edward Wayne Edwards: a insólita saga do criminoso mais procurado pelo FBI nos anos 60

O homem, que foi reconhecido por seus inúmeros roubos, chegou a matar cinco pessoas antes de ser julgado

Daniela Bazi Publicado em 25/09/2020, às 13h30

Mugshot de Edward Wayne Edwards
Mugshot de Edward Wayne Edwards - Divulgação

Na década de 1960, um dos homens mais procurados nos Estados Unidos pelo FBI era o serial killer Edward Wayne Edwards, de 28 anos. Nascido em Ohio, no ano de 1933, com o nome de Charles Murray, o garoto viveu sua infância como órfão, após presenciar o suicídio de sua própria mãe, Lillian Cecelia Myers.

Em 1950, começou a cometer pequenos roubos, até que se juntou aos fuzileiros navais dos Estados Unidos, mas acabou desertando do serviço e foi dispensado de forma desonrosa. Dois anos depois foi condenado a um reformatório federal por estar andando com um carro roubado e fingir ser um fuzileiro naval. 

O jovem acabou sendo liberado, voltando para o mundo do crime e sendo preso, novamente, pouco tempo depois. Todavia, no ano de 1955 conseguiu fugir da prisão de Akron, cometendo mais assaltos à mão armada, desta vez em postos de gasolina ao redor do país. Ele foi preso um ano depois, sendo transferido para a penitenciária de Deer Lodge, no estado de Montana. 

Mugshot de Edward Wayne Edwards / Crédito: Wikimedia Commons

 

O julgamento de dois dos seus crimes ocorreu apenas em 1959, na cidade de Portland, onde acabou sendo condenado a cinco anos em liberdade condicional. Em sua autobiografia A Metamorfose de um Criminoso: a Verdadeira História de Vida de Ed Edwards, escreveu que nunca escondeu seu rosto durante seus assaltos pois tinha a intenção de se tornar famoso. 

Durante o ano de 1960, conseguiu cometer mais uma fuga. Nessa época, Wayne participava de um interrogatório pelo assassinato de Larry Peyton e Beverly Allan, um casal que morava na região. No ano seguinte, seu nome se encontrava entre os 10 mais procurados pelo FBI no país. 

Enquanto ainda estava escondido da polícia, casou-se com uma mulher chamada Marlene, e ambos acabaram sendo presos juntos em 20 de janeiro de 1962, em Atlanta. Edwards foi condenado a ficar 16 anos na Penitenciária Federal de Leavenworth. Lá, conheceu um guarda que mudou sua vida e, ao sair, tornou-se palestrante motivacional e se casou novamente. 

O início dos assassinatos

Apesar de tudo, voltou para o mundo do crime alguns anos depois. Em 1977, matou dois jovens chamados William Lavaco, de 21 anos, e sua namorada, Judy Straub, de apenas 18, com um tiro de espingarda à queima roupa no pescoço. Os corpos foram encontrados em 8 de agosto do mesmo ano na cidade de Norton, em Ohio.

Três anos depois, em 1980, assassinou outro casal, dessa vez no condado de Jefferson, em Wisconsin. Timothy Hack e Kelly Drew, ambos com 19 anos, desapareceram misteriosamente após serem vistos pela última vez no local onde Edward trabalhava, tornando-o um dos principais suspeitos pelas autoridades. Kelly teria sido estrangulada até a morte, enquanto Timothy foi alvo de inúmeras facadas. A acusação fez com que o homem fugisse, novamente, por dois anos. 

Timothy Hack e Kelly Drew / Crédito: Divulgação

 

Enquanto estava na Pensilvânia, em 1982, acabou colocando fogo na casa em que vivia de aluguel, e foi preso por incêndio criminoso e condenado por dois anos no mês de dezembro, sendo isento de seus últimos assassinatos. Ao sair da prisão, viveu até meados de 1990 sem ninguém saber de seus crimes. 

Em 1996, decidiu matar seu filho adotivo Danny Boy Edwards, de apenas 25 anos, que era um soldado do exército americano, para conseguir receber seu seguro de 250 mil dólares. O garoto foi morto com dois tiros no rosto e deixado em uma cova rasa localizada em um bosque perto de sua casa na cidade de Burton.

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Edward Wayne já velho / Crédito: Divulgação/Facebook

O corpo acabou sendo encontrado alguns dias depois por um caçador, e Wayne foi acusado mais uma vez pelo crime. Entretanto, acabou sendo liberado pela falta de provas e voltou a viver como se nada tivesse acontecido. 

Edwards voltou a ser procurado pela polícia no ano de 2009, quando foi ligado aos assassinatos cometidos em 1980, de Timothy e Kelly, sendo preso no dia 30 de julho. O homem confessou que cometeu todas as cinco mortes porém, no ano seguinte, voltou atrás e disse que teria matado os quatro primeiros, menos seu filho, Danny Boy

No ano de 2010, Wayne foi considerado culpado e condenado à prisão perpétua. Em 2011, sua sentença mudou, o condenando à morte por injeção letal em 8 de março. Entretanto, acabou morrendo de causas naturais um mês depois, aos 77 anos. Edward sofria de leucemia, doenças cardíacas e diabetes.


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