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Herbert Mullin: O serial killer que matava para impedir terremotos

Sofrendo de esquizofrenia, o assassino mentia para si mesmo pensando que apenas sacrifícios humanos poderiam parar tremores de terra

Isabela Barreiros Publicado em 17/08/2019, às 09h00

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- Crédito: Reprodução

Em 18 de abril de 1906, um sismo com magnitude de 80 Mw destruiu a cidade de São Francisco, na Califórnia, deixando mais de 3.000 mortos. 41 anos depois nascia, no mesmo estado, Herbert Mullin: o assassino que pensava ser o único capaz de impedir novos terremotos na região.

Filho de um veterano da Segunda Guerra, o garoto cresceu cheio de pressões e vivia em atrito com seu pai. Ainda jovem, aos 18 anos, perdeu seu melhor amigo para um acidente de carro — e foi após esse evento que começou a mostrar traços da sua esquizofrenia. Alguns anos depois, foi internado em um hospital psiquiátrico, mas não permaneceu muito tempo no local.

Em 1972, Mullin começou sua missão: assassinar pessoas para evitar que a terra tremesse e destruísse novamente a Califórnia. “Nós seres humanos, através da história do mundo, protegemos nossos continentes de terremotos cataclísmicos pela morte. Em outras palavras, um pequeno desastre natural evita um grande desastre natural”, como explicaria ele mesmo em seu posterior julgamento.

Crédito: Reprodução

 

O serial killer matou 13 pessoas entre outubro de 1972 e fevereiro de 1973.

Ele não tinha uma maneira favorita de matar: seus crimes foram cometidos de diversas maneiras. Matou com as próprias mãos, armas de fogo, facas e outros objetos.

Sua primeira vítima foi um mendigo, o qual ele acertou repetidamente com um taco de beisebol. Depois, degolou e esquartejou uma mulher de 24 anos. Também assassinou um padre dentro de seu próprio confessionário. A última vítima de Mullin foi um idoso, que ele atingiu propositalmente com um rifle de caça.

Depois disso, uma testemunha foi capaz de observar e anotar a placa do carro que o homem estava dirigindo naquela ocasião e o denunciou. Herbert Mullin foi detido em sua casa e não resistiu à prisão.