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Condessa Sangrenta: a mais sádica serial killer da História

Elizabeth Báthory viveu entre os séculos 16 e 17 e matou cerca de 650 camponesas, assustando milhares com seus atos vis

Alana Sousa Publicado em 13/04/2020, às 19h00

Elizabeth Báthory, a Condessa Sangrenta
Elizabeth Báthory, a Condessa Sangrenta - Wikimedia Commons

A Hungria vivia uma época de terror. Jovens eram sequestradas e jamais voltavam; o sistema feudal concedia impunidade e grande poder aos monarcas; a região ainda passava por uma guerra religiosa entre protestantes e católicos. Como se não fosse o bastante, o cenário foi palco das atrocidades da maior serial killer da História: a Condessa Sangrenta.

Condessa Sangrenta

Elizabeth Báthory nasceu em 1560, em Byrbathor, uma cidade localizada na Transilvânia (atual Hungria), de origem nobre, sua família protestante possuía um estimado valor social e exercia uma forte influência na sociedade. Aos 15 anos, Elizabeth casou com seu primo, o príncipe Ferenc Nádasdy, acredita-se que ele tenha sido responsável por introduzi-la às técnicas de tortura, posteriormente utilizadas em seus cruéis atos.

Ferenc Nádasdy passava muito tempo fora de casa, ele era conhecido por seu excelente trabalho no campo de batalha. Elizabeth então precisou assumir o comando das propriedades da família, os rumores de que seus servos eram punidos severamente começaram a circular.

Os crimes da Condessa atingiram seu auge após a morte do marido, quando ela tinha 40 anos. Báthory atraía garotas jovens (entre 10 e 14 anos) e virgens para seu castelo, onde as torturava e matava. Cerca de 650 meninas foram mortas pela serial killer — o maior número atribuído a uma assassina mulher na História.

Após seduzir as camponesas — em sua maioria moradoras do vilarejo — para sua fortaleza com a promessa de trabalho como servas domésticas, a proposta logo se transformava em uma cena de horror e as mutilações tinham início. Dedos cortados, agulhas cravadas embaixo das unhas, espancamento com porretes e açoites farpados, queimação das mãos e banhos gelados em climas de extremo frio eram algumas das formas de tortura executadas pela Condessa, segundo os arquivos históricos da cidade de Budapeste.

Pintura mostra elizabeth Báthory / Crédito: Wikimedia Commons

 

As sessões sádicas de abuso terminavam com as garotas morrendo de fome ou congeladas. Para então ocorrer a mórbida tarefa que deu o apelido de Condessa Sangrenta para Elizabeth Báthory. A assassina se banhava com o sangue de suas vítimas, em uma tentativa de retardar o envelhecimento.

Julgamento e morte

No início de 1600 os boatos sobre a Condessa se agravaram e uma queixa pública foi apresentada contra ela na corte de Viena. Entretanto, apenas em 1610 as autoridades húngaras deram início a uma investigação. O rei Matias II designou György Thurzó, o Palatino da Hungria, para comandar a operação. Foram coletados cerca de 300 testemunhos de nobres, servos, padres, e ainda, quatro possíveis cúmplices.

No final do mesmo ano, Thurzó visitou o castelo de Cachtice, na Eslováquia, casa de Elizabeth e palco dos seus crimes. Lá, acredita-se que ele encontrou restos de cadáveres e uma sala de tortura. Uma das lendas sobre a Condessa Sangrenta, afirma que o palatino pegou-a em flagrante banhando-se de sangue, mas não há documentos que sustentem a história.

Vista superior do castelo de Cachtice / Crédito: Wikimedia Commons

 

Com a confirmação de que Báthory era culpada, o rei Matias sugeriu que ela fosse condenada à morte, juntamente com seus cúmplices. Porém, por ser proveniente de uma família importante da nobreza, a reputação de todos os membros da linhagem poderia ser manchada. A Condessa foi condenada à prisão perpétua em um quarto de seu castelo, e seus parceiros Dorotya Semtész, Ilona Jó, Katarína Benická e János Újváry foram sentenciados à morte na fogueira.

Por quatro anos a Condessa Sangrenta permaneceu imóvel, pois sua prisão era um buraco na parede, onde havia apenas pequenas aberturas para ventilação e para passagem de alimentos.  Em 21 de agosto de 1614 foi encontrada morte. A localização de seu corpo é desconhecida.

Serial killer ou vítima de conspiração?

Alguns autores afirmam que os crimes de Elizabeth foram fruto de rumores infundados, pois, ela era extremamente rica e influente em uma época em que as mulheres não poderiam apresentar nenhum tipo de poder. Dr. Irma Szádeczky-Kardoss argumenta que os procedimentos levantados contra Báthory eram motivados politicamente, e que os corpos encontrados por Thurzó foram falsificados.

Ainda sim, Báthory foi eleita pelo livro dos recordes, Guinness World Records, como a assassina mais prolífica de todos os tempos.


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