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James Dean: A morte precoce do prodígio de Hollywood

Morto em um trágico acidente de carro em 1955, o ator é reverenciado ainda nos dias de hoje como um dos maiores talentos do cinema americano

Alana Sousa Publicado em 10/03/2020, às 16h45

James Dean no filme Juventude Transviada (Rebel Without a Cause), de 1955
James Dean no filme Juventude Transviada (Rebel Without a Cause), de 1955 - Getty Images

Em 30 de setembro de 1955 o mundo se deparou com uma morte trágica. James Dean, astro de Hollywood havia se envolvido em um acidente de carro fatal. O ator, que estava no auge de sua carreira, morreu de repente, aos 24 anos. Era o fim da vida de uma das estrelas mais promissoras do cinema americano. Com seu talento e irreverência, o artista é admirado até os dias de hoje.

Foi o primeiro ator a receber uma indicação póstuma ao Oscar, por seu último trabalho em Assim Caminha a Humanidade, lançado em 1956, no qual contracenou com Elizabeth Taylor. Seu talento nato para a atuação foi constatado através de grandes obras como Juventude Transviada (1955), Vidas Amargas (1955) e Assim Caminha a Humanidade (1956).

Mesmo só tendo estrelado em oito filmes, Dean ficou eternizado na história do cinema mundial. Após seu triste acidente, o mundo perdia um astro que não conseguiu mostrar todo seu potencial.

James Dean / Crédito: Getty Images

 

O acidente

Conhecido por ter uma vida agitada, James gostava de carros velozes e ganhou notoriedade por seus casos amorosos, tanto com mulheres quanto com homens. Na época era o famoso bad boy.

Uma de suas paixões era o automobilismo. Um ano antes de sua morte, em 1954, demonstrou interesse em iniciar uma carreira no ramo. Após o sucesso Vidas Amargas, dedicou grande parte de sua fortuna a comprar veículos potentes.

Em março de 1955 competiu e ganhou sua primeira corrida profissional, continuou a correr em alguns eventos, mas com o início de novas filmagens não conseguiu conciliar a agenda como gostaria.

Com o fim das gravações de Juventude Transviada, Dean estava ansioso para voltar a correr. Apenas nove dias antes de seu falecimento, Dean adquiriu o porsche 550 Spyder, apelidado de O Pequeno Bastardo (The Little Bastard).

Entre 1 e 2 de outubro de 1955 aconteceria uma corrida em Salinas, na Califórnia, Estados Unidos. James viajou acompanhado de outros três colegas, com ele no porsche estava o mecânico Rolf Wütherich. Por volta das 15h30, do dia 30 de setembro, os dois carros foram multados por excesso de velocidade.

Cerca de duas horas depois, Dean passava pela então Rota 466 (hoje SR 46), quando um outro carro (Ford Tudor) ao fazer um cruzamento causou o acidente. Ao tentar desviar, mas sem sucesso devido à alta velocidade, o ator bateu do lado do passageiro do Ford. O impacto fez com que Wütherich fosse lançado para fora do veículo, enquanto James ficou preso nas engrenagens.

O motorista do Ford sofreu ferimentos leves, e Wütherich também escapou com vida. O astro, no entanto, teve diversas fraturas, inclusive um pescoço quebrado. Sua morte foi instantânea e seu corpo enviado ao Hospital Paso Robles War Memorial às 18:20 do mesmo dia.

O porsche 550 Spyder após o acidente / Crédito: Getty Images

 

Pós-morte e legado

Dias após o falecimento, detalhes sobre a tragédia que matara a estrela de Hollywood começaram a se espalhar pelo mundo. O inquérito oficial responsabilizou o ator pela própria morte, por conta da velocidade acima do limite.

Entretanto, outra análise, publicada no jornal Los Angeles Times, feita por Ron Nelson, um policial da Rodoviária da Califórnia que esteve na cena da batida, afirmou que os destroços e corpo da vítima apontavam para uma velocidade normal para aquele tipo de estrada.

No dia 8 de outubro, aconteceu o funeral de James Dean, o caixão não pôde ser aberto devido aos graves ferimentos no corpo, mas foi acompanhado por uma multidão de fãs e amigos. Entre eles, estava o ator Humphrey Bogart, que deu uma das declarações mais polêmicas sobre o caso.

Ao comentar sobre o legado e morte do colega de profissão, Bogart afirmou: “Dean morreu bem na hora certa. Ele deixou para trás uma lenda. Se ele tivesse sobrevivido, ele nunca teria conseguido fazer jus à sua publicidade”.


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