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Jesse Pomeroy, a criança assassina de Massachusetts

Ferindo e matando crianças mais novas, Pomeroy foi condenado a prisão perpétua com 16 anos

Joseane Pereira Publicado em 02/08/2019, às 09h00

Jesse Pomeroy, o assassino de Massachusets
Jesse Pomeroy, o assassino de Massachusets - Crédito: Reprodução

Se existe alguém que comprove que psicopatia não tem idade, esse alguém é Jesse Pomeroy. Nascido em Charlestown, Massachusetts, no ano de 1859, Pomeroy executou assassinatos a sangue frio, sendo uma das pessoas mais jovens condenadas a prisão perpétua.

De família humilde, Jesse era o típico garoto valentão. Com 12 anos de idade, atraía meninos mais novos para áreas remotas, atacando-os com extrema brutalidade. Os garotos eram esfaqueados, espancados, chicoteados e amordaçados com punhais, facas e cintos, ficando com cicatrizes permanentes. 

Em 1872, Jesse mudou-se com seu irmão Thomas e sua mãe Ruth para Boston. Lá, os ataques continuaram, levando-o a uma sentença de seis anos no Reformatório de Massachusets. Mas ele logo foi liberado. Em fevereiro de 1874, aos 14 anos, voltou para sua família – na época, a mãe era dona de uma loja de costura e o irmão vendia jornais.

Assassinatos

Em março de 1874, uma garota de dez anos chamada Katie Curran desapareceu em Boston. Um mês depois, o corpo mutilado de Horace Millen, de quatro anos de idade, é encontrado em um pântano próximo ao porto de Boston. Após os dois casos alarmantes, a polícia foi direto à casa de Pomeroy. Entretanto, não havia provas para culpá-lo.

Meses depois, o corpo de Katie é encontrado no porão da loja de roupas da mãe de Pomeroy. Seus restos haviam sido escondidos apressadamente em montes de cinzas, o que levou à sua condenação, no Supremo Tribunal Judicial do Condado de Suffolk em dezembro de 1874.

Na prisão

Sentenciado a prisão perpétua, Pomeroy iniciou seu confinamento solitário com 16 anos de idade, na prisão estadual de Charlestown. Lá, aprendeu variadas línguas estrangeiras, entre elas o hebraico e alemão, começou a escrever poesias que exigiu serem publicadas, e estudou livros de Direito para redigir desafios legais à sua condenação.

Pomeroy adulto / Crédito: Reprodução

 

Com 55 anos, em 1914, é submetido a um relatório psiquiátrico, que observou 10 a 12 tentativas determinadas de escapar da cadeia. Nas empreitadas, ele utilizava cordas, canetas de aço e uma furadeira, encontrados em sua cela.

O relatório afirmava que Pomeroy havia demonstrado "a maior ingenuidade e uma persistência sem precedentes na história da prisão". Em 1929, por esta altura um homem idoso com a saúde frágil, Pomeroy foi transferido a um hospital para criminosos insanos, onde morreu em 29 de setembro de 1932.