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Mike, o frango que viveu por 1 ano e meio sem cabeça

Após ser decapitado, esse curioso animal continuou andando e respirando, o que proporcionou uma curta vida de espetáculos nos Estados Unidos

André Nogueira Publicado em 24/01/2020, às 13h00

O frango Mike
O frango Mike - Wikimedia Commons

10 de Setembro de 1945. Colorado, EUA. O fazendeiro Lloyd Olsen e sua esposa estavam matando frangos quando um deles surpreendeu a família: após decapitado, o animal, que ficou conhecido como Mike, se recusou a morrer e saiu correndo, sem parar. Foi assim que teve origem o frango que sobreviveu um ano e meio sem sua cabeça.

Após a ave falecer, Lloyd a deixou em uma caixa de maçãs, onde sobreviveu o resto da noite, para a surpresa do dono. Então, como de praxe, o dono levou os animais para venda no mercado de carne. No local, ele apostou com outras pessoas que tinha um frango sem cabeça, valendo uma cerveja ou coisa parecida.

Rapidamente, a notícia do animal decapitado se espalhou pela cidade. Até o jornal local se interessou pela informação, mandando um repórter para a casa de Lloyd. Depois, o produtor de um espetáculo, Hope Wade, foi atrás dessa bizarra manchete. Prometeu ao dono que, se o frango pudesse participar do espetáculo, isso poderia lhe render um bom dinheiro. Olsen aceitou, pois passava dificuldades.

Olsen e Mike / Crédito: Wikimedia Commons

 

As primeiras paradas do frango-celebridade foram Salt Lake City e a Universidade de Utah, onde ele foi submetido a diversos testes de saúde. A informação, assim, chegou até a revista Life, disseminando a história do Milagroso Frango Sem Cabeça (como era chamado no espetáculo) pelos EUA e impulsionando a família de Lloyd por todo o país. O trajeto do animal está documentado num caderno escrito por Clara, que sobrevive até hoje.

No entanto, na primavera de 1947, o trajeto do insólito frango chegou ao fim. Foi em Phoenix, Arizona, onde Mike morreu, depois de um ano e meio de sucesso. Por não ter cabeça, seu dono era responsável por alimentá-lo, injetando comida liquida e água em seu esôfago aberto, além de limpar seu muco na garganta.

Crédito: Wikimedia Commons

 

Naquela noite, a família acordou com o barulho de Mike engasgando com o próprio muco. Rapidamente, saíram atrás da seringa usada para a limpeza, não a achando. O tempo levado para buscar uma alternativa não foi suficiente, e Mike morreu sem ar, sufocado.

Nunca foi revelado o que foi feito com o cadáver de Mike. "Aposto que ele o atirou em algum lugar do deserto no caminho de Phoenix para cá, onde provavelmente foi comido pelos coiotes”, disse Troy Waters, bisneto de Lloyd.


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