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Helen Keller: A ativista social que lutou pelos direitos das pessoas com deficiência

Neste dia, em 1880, nascia a primeira pessoa surdocega a conseguir um bacharelado. Sua luta resultou na conquista de diversos títulos de honra ao redor do mundo

Redação Publicado em 27/06/2019, às 05h00

Helen Keller
Helen Keller - Wikimedia Commons

Helen Adams Keller nasceu em Tuscumbia, no Alabama, EUA, em 1880. Por causa de uma grave doença que padeceu com apenas 1 ano e 7 meses de idade, Keller perdeu a visão e a audição, o que a impediu de desenvolver a fala e adquirir outras habilidades durante os primeiros anos de vida. Em 1886, seus pais contrataram uma tutora irlandesa, Anne Sullivan, que conseguiu lhe ensinar a língua de sinais e mudou radicalmente a sua vida.

 

Graças à persistência de Sullivan e à vontade da paciente, Helen realizou grandes progressos para poder se comunicar com seu meio até que, junto com sua tutora, cursou estudos especiais na instituição Horace Mann School para surdos, em Boston, e na Wright-Humason School, em Nova York, onde não só aprendeu a falar, ler e escrever, como também se capacitou para realizar estudos superiores.

 

Sempre acompanhada por Anne Sullivan, de 1900 até 1904 completou sua formação no Radcliffe College, onde se formou com a menção cum laude e começou a se interessar pela situação social e pela desigualdade entre as pessoas. Militante ativa do Partido Socialista, lutou pelos direitos dos trabalhadores e das pessoas com deficiências. Pronunciou inúmeras conferências e recebeu várias distinções tanto em seu país quanto nas diversas viagens à Europa e à África.

 

Sua obra publicada é, basicamente, autobiográfica, já que Keller encontrou na escrita o modo de objetivar e expressar sua difícil experiência. Seus livros logo se converteram em exemplo de tenacidade e resistência diante das adversidades, especialmente as doenças físicas.

 

Entre suas publicações se destacam A história da minha vida (1902), Otimismo (1903), O mundo em que vivo (1908) – livro que lhe rendeu fama internacional e no qual descreve o contraste entre a riqueza de sua vida interior e a minguada vida sensorial da qual foi vítima –, A canção do muro de pedra (1910), Fora da escuridão (1913), Minha religião (1927), Midstream (1929), Paz no crepúsculo (1932), O diário de Helen Keller (1938) e Vamos ter fé (1940).

 

Em 1934, Keller teve a oportunidade de devolver os favores prestados e a persistente dedicação à sua tutora Anne Sullivan, quando esta perdeu a visão de forma imprevista. Keller também publicou artigos na imprensa e em revistas especializadas.