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253 condenações: Neste dia, em 2014, começava a controversa Operação Lava Jato

Resultando em prisões de nomes como Eduardo Cunha, Marcelo Odebrecht e Luís Inácio Lula da Silva, a ação da Polícia Federal ainda divide opiniões

Jorosteu Matraga Publicado em 17/03/2020, às 10h57

Dallagnol, Janot e Bendine
Dallagnol, Janot e Bendine - Wikimedia Commons

A operação Lava Jato é o maior esquema de inquéritos e investigações da história da Justiça Brasileira, sendo considerado como um mais controversos movimentos de combate corrupção no Brasil. Ganhando vida na cidade de Curitiba, a ação é hoje alvo de grandes dicuções de importância nacional.

O compromisso, a princípio, da Policia Federal na Lava Jato era a investigação, a busca, a apreensão e a prisão de políticos e empresários envolvidos em esquemas de desvio de verba, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e abuso de autoridade no governo, e mesmo tendo início em 2014, o processo já era esboçado em 2008.

Isso porque, em meio ao governo Lula e o estouro do escândalo do Mensalão, o juiz federal Gerson Machado passou a investigar o doleiro Alberto Youssef, envolvido com os esquemas do PT. O movimento abriu espaço para uma série de extensões da investigação, que formaram uma teia de identificações de trocas ilegais de favores e dinheiro.

Quando foi revelado ao Brasil que a justiça do Paraná iniciou a investigação dos esquemas do governo, foi criada a esperança de que a corrupção estrutural do sistema político nacional poderia acabar. Inspirada na Operação Mani Pulite (Mãos Limpas, em italiano), que traçou e levou aos tribunais a corrupção no governo do país europeu, a Lava Jato tornou-se um marco histórico nacional.

Juiz Sergio Moro / Crédito: Wikimedia Commons

 

Primeiras prisões

Já em 2014, com o início da revelação do Petrolão (esquema de corrupção envolvendo a Petrobrás e uma gama de partidos, da situação e da oposição), aparecem a público as duas figuras mais centrais desse movimento: o procurador Deltan Dallagnol e o juiz Sergio Moro. Capitalizando grande parte da Operação eles se tornariam símbolos públicos e representantes da Lava Jato.

As investigações seguiram e começaram a revelar escândalos do governo da época, de Dilma Rousseff (PT), instabilizando seu apoio. Provou-se a proximidade da cúpula petista com as figuras principais do PMDB legislativo, como Eduardo Cunha, e mostou-se que os esquemas de desvio financeiro (propinodutos) chegavam a nível internacional.

Prisão do Ex-Presidente Lula / Crédito: Wikimedia Commons

 

A Operação parecia um sucesso: grandes nomes, como Paulo roberto Costa, Nestor Cerveró, Alberto Youssef, chegando até grandes peixes, como Eduardo Cunha, Marcelo Odebrecht e Luís Inácio Lula da Silva chegaram a ser presos entre 2014 e 2016.

De acordo com dados divulgados pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal, 293 criminosos foram presos; 130 em prisão preventiva e outros 163 de maneira tempórária. Até o momento, 253 condenações foram colocadas em prática. 


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