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Os crimes insanos do Maníaco da Cantareira

Em São Paulo, Ademir Oliveira Rosário foi condenado pela morte e abuso sexual de dois irmãos

Paola Churchill Publicado em 18/04/2020, às 09h00

Foto do Maníaco da Cantareira
Foto do Maníaco da Cantareira - Divulgação/Record Tv

No dia 22 de setembro de 2007, os irmãos Francisco de Oliveira Neto, 14 anos, e Josenildo José de Oliveira, 13 anos, pediram permissão da mãe, Rita de Cássia Alves Oliveira, para colher frutas numa chácara perto da casa deles, na Serra da Cantareira, zona norte paulista.

Como era uma brincadeira frequente na família, Rita deixou os meninos irem, pedindo só para que eles não demorassem. A tarde foi passando e nada deles voltaram. Preocupada com o sumiço dos filhos, a mulher foi até a delegacia parar dizer que os dois estavam desaparecidos.

Assim, foram iniciadas buscas pelas crianças. Policiais e voluntários entraram mata adentro procurando pelos garotos, que todos achavam que estavam perdidos na floresta. No entanto, três dias depois, o pior havia acontecido: os meninos foram encontrados mortos e nus, com várias perfurações provocadas por um objeto cortante.

Então uma nova caça começou: quem era o sádico responsável por crimes tão monstruosos quanto aqueles? Os oficiais receberam uma grande pista: um dia antes dos assassinatos acontecerem, três garotos andavam pela trilha até um homem, que fingiu estar armado, ordenou que o trio o acompanhasse.

irmãos Francisco de Oliveira Neto, 14 anos, e Josenildo José de Oliveira, 13 anos/Crédito: Divulgação/Record 

 

As três crianças conseguiram fugir e contaram para as autoridades sobre esse estranho acontecimento. Um dia depois, uma investigação foi responsável pela prisão de Ademir Oliveira Rosário, de 36 anos, que ficaria conhecido posteriormente como o Maníaco da Cantareira.

Oliveira era um morador da região que cumpria pena no regime semiaberto no presídio de Franco da Rocha, em São Paulo, por homicídio culposo e atentado ao pudor, em 1991. O criminoso deixou a cadeia na sexta-feira, na véspera do crime, para passar o final de semana em casa e voltar na segunda-feira – como fez.

Assim que foi interrogado, o assassino não negou em nenhum a responsabilidade dos crimes e disse ser culpado de todas as acusações. Durante seu depoimento, que durou em torno de 20 minutos, disse ter sofrido “um branco” no momento dos assassinatos, mas negou ter abusado sexualmente das vítimas. “Eu não sei o que deu em mim”, afirmou.

O maníaco foi condenado a 57 anos por homicídios qualificados e estupro contra os irmãos. Os advogados de defesa tentaram diminuir sua pena, alegando insanidade mental. Segundo o defensor público, Marcos Figueiredo Martins, Ademir era completamente incapaz de saber o que fazia quando os crimes aconteceram.

Entretanto, o promotor Eduardo Campana, responsável pela acusação, rejeitou a hipótese e apontou que os laudos psiquiátricos realizados durante as investigações mostravam que o assassino não era insano. O réu continua detido no presídio de Taubaté.


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