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Da chegada do homem à lua ao submarino: as espantosas previsões de Julio Verne

Sua narrativa permitiu que muitos pudessem sonhar com um futuro que parecia muito distante, mas que hoje, para nossa surpresa, contém elementos idênticos dos quais Verne havia imaginado

Fabio Previdelli Publicado em 20/06/2020, às 07h00

Júlio Verne em foto preto e branco
Júlio Verne em foto preto e branco - Wikimedia Commons

Considerado por muitos como o pai da ficção científica, o escritor francês Júlio Verne sempre esteve à frente de seu tempo. Suas obras marcaram para sempre a literatura fantástica e ainda hoje servem de inspiração para produções que vão além dos livros. Afinal, como não se lembrar da paixão prolífica de Doutor Brown pelo autor?

Sua narrativa permitiu que muitos sonhassem com um futuro que parecia muito distante, mas que hoje, para nossa surpresa, contém muitos elementos idênticos dos quais Verne havia imaginado. O que fez com que alguns de seus pensamentos se tornassem premonitórios.

No romance futurista Paris no Século XX, o autor conta a história do jovem Michel Dufrénoy, cuja sua paixão pela literatura e pela arte se torna irrelevante numa sociedade onde apenas os negócios e a tecnologia são valorizados.

Capa do livro Paris no Século 20 / Crédito: Divulgação Editora Ática


Apesar do tema ser atual, o que mais chama a atenção na narrativa é a descrição de Verne sobre veículos  movidos a gás que viajam em estradas de asfalto, um sistema de iluminação pública e, por mais assustador que seja, o uso de uma cadeira elétrica.

Porém, o que poderia ser mais um sucesso do autor, ficou conhecido como o “romance perdido de Verne”. Tudo porque Pierre-Jules Hetzel — editor que o aconselhou durante toda sua carreira — rejeitou a publicação do livro, que só foi lançado postumamente em 1994.

Hetzel acreditava que a obra destoava de todas as outras produzidas por ele, e até chegou a declarar: “Meu caro Verne, mesmo se você fosse um profeta, hoje ninguém acreditaria nessa profecia... eles simplesmente não se interessariam por ela”.

Felizmente a crítica não atrapalhou em nada o sucesso de Cinco Semanas em Um Balão (1863). O êxito da publicação estimulou o autor em continuar com a temática de aventuras e fantasia. Em toda sua carreira, Verne escreveu mais de 100 livros e é um dos autores mais traduzidos em toda a história, com publicações em 148 idiomas.

Confira outras assustadoras previsões de Júlio Verne. 

Submarinos elétricos – Vinte Mil Léguas Submarinas

Em uma das obras mais conhecidas do francês, Verne apresenta o submarino Nautilus, que era movido à eletricidade. O conceito de submarino já estava presente na mente de muitos cientistas e inventores, e antes da publicação do livro de Verne, as experiências já haviam começado com protótipos de artefatos submersíveis tripulados.

Capa do livro Vinte Mil Léguas Submarinas / Crédito: Divulgação FTD


No entanto, as características do Nautilus superaram todas as suas expectativas. O submarino de Verne tinha vantagens e confortos inimagináveis ​​nos navios precários que existiam na época. O escritor francês deu o tom e estimulou os inventores da época.

Helicóptero – Robur, o conquistador

Por muito tempo, voar foi uma das grandes fixações do homem, porém,  o objetivo só foi alcançado recentemente. Os estudos para criar máquinas voadoras remontam aos esboços de Leonardo da Vinci, mas foi no final do século 19 que o helicóptero, como o conhecemos, começou a tomar forma.

Ao mesmo tempo, Júlio Verne publicou ‘Robur, o Conquistador’, um romance em que o personagem principal construiu uma aeronave de prensagem (por isso possuía grande força e luz ao mesmo tempo) que voava através de rotores, como fazem os helicópteros modernos.

Capa de uma das primeiras publicações / Crédito: Wikimedia Commons


Rotores adicionais na proa e popa serviram para impulsionar a invenção em direção aos céus. Verne pegou os protótipos de helicópteros existentes e imaginou como eles se desenvolveriam.

Ele também rejeitou o carvão como combustível, propondo baterias elétricas para impulsionar a engenhoca. Essas baterias têm uma composição química desconhecida, mas fazem de Verne um precursor de combustíveis alternativos.

Chegada do homem à lua – Da Terra à Lua

A premissa é bizarra. Em seu romance Da Terra à Lua, Verne descreve uma jornada para o satélite do nosso planeta a bordo de uma bala disparada de um canhão gigante. Apesar da ideia insólita, inspiraria o diretor de cinema Georges Méliès a filmar um dos primeiros filmes de todos os tempos: Le voyage dans la Lune (Viagem à Lua).

Um pouco mais tarde, Verne publicou uma continuação do conto. Viagem ao Redor da Lua vai além da viagem e segue as aventuras dos heróis no satélite natural da Terra. Embora seus métodos certamente não sejam cientificamente precisos, a imaginação de Verne estava mais de cem anos à frente de um dos feitos mais importantes da história: a chegada dos primeiros humanos à lua.

Capa do livro Da Terra à Lua / Crédito: Divulgação L&PM Pocket


Júlio Verne estava longe de ser um cientista, mas sua paixão pela tecnologia e pelo progresso feito na época serviram para introduzir muitas das invenções que estavam por vir e que, com o tempo, acabaram se tornando elementos comuns de nosso cotidiano.


Saiba mais sobre as obras de Julio Verne:

1. Viagem ao centro da Terra: edição comentada e ilustrada (2016) - https://amzn.to/2J0oiHt

2. A volta ao mundo em 80 dias (2012) - https://amzn.to/2MrnnCd

3. Vinte mil Léguas Submarinas (2012) - https://amzn.to/35JhJTE

4. A ilha misteriosa (2015) - https://amzn.to/2MRhv3U

5. Cinco Semanas Num Balão (2018)  - https://amzn.to/2nT6oz3

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