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Richard Ramirez, o serial killer satânico que aterrorizou os Estados Unidos

Durante os anos 80, o assassino fez mais de dez vítimas em crimes brutais — e encontrou a morte depois de longos anos

Alana Sousa Publicado em 15/03/2020, às 11h00

Richard Ramirez, o perseguidor da noite
Richard Ramirez, o perseguidor da noite - Wikimedia Commons

Richard Ramirez, também conhecido como Perseguidor da Noite, teve uma rápida, porém memorável, carreira criminal. Durante pouco mais de um ano, assassinou 13 pessoas — e falhou em matar outras cinco — estuprou e roubou. Apesar de seus crimes terem sido realizados quando Ramirez tinha em torno dos vinte e poucos anos, ele cometeu seu primeiro delito aos 13 anos.

Infância e primeiros crimes

O futuro assassino vivia com a família em El Paso, no Texas, Estados Unidos. Seus pais, imigrantes mexicanos, tiveram cinco filhos, e Ramirez era o caçula. Aos dois anos sofreu um grave acidente, no qual um armário caiu sobre sua cabeça. Aos seis, foi diagnosticado com epilepsia.  

O pai, Julián Ramírez, sempre fora muito violento com o filho. Como modo de escapar de agressões, Richard começou a passar grande parte do tempo com seu primo mais velho: Miguel Ramirez.

No entanto a companhia lhe traria ainda mais problemas. Miguel tinha um gosto por torturar mulheres, mostrava diversas fotos de vítimas que ele havia matado e torturado durante seus serviços no exército. Mais tarde, Miguel atirou em sua esposa na frente de Richard, quando este tinha 13 anos. O episódio transformou o garoto em um homem sombrio e frio.

Já adolescente, Richard começou a inalar cola e usar LSD, logo passou a cometer furtos para sustentar seu vício. Durante esta época foi preso duas vezes, acusado de posse de substância ilícita. Além dos roubos e do consumo de drogas, Ramirez criou um fascínio pelo satanismo.

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Richard Ramirez / Crédito: Wikimedia Commons

No dia 28 de junho de 1984, após uma noite cheirando cocaína, Richard Ramirez invadiu a casa de Jennie Vincow, 79 anos, e matou-a esfaqueada. O filho de Jennie encontrou seu corpo no dia seguinte. A autópsia revelou que alguns dos golpes proferidos foram tão profundos que sua cabeça quase foi decapitada, além de detectar sinais de abuso sexual.

Perseguidor da Noite

Quase um ano depois, em março de 1985, Richard Ramirez fez sua segunda vítima, uma mulher de 34 anos, chamada Dayle Okazaki, foi morta com um tiro na testa dentro de sua casa. Dessa vez, porém, havia uma testemunha. A colega de quarto de Dayle, Maria Hernandez, viu Ramirez entrar na residência, e contou à polícia — que coletou o retrato falado do suspeito, e a bala que matou Okazaki.

Ainda naquela noite, Ramirez parou o carro de Tsia-Lian Yu e a raptou. Ela foi encontrada com vida horas depois pela polícia, mas não resistiu. A autópsia mostrou que Tsia havia sido baleada duas vezes no peito, e a arma era a mesma usada no assassinato de Dayle.

A cidade de Los Angeles entrava em pânico enquanto os ataques continuavam. Jornais da região passaram a se referir ao criminoso como Perseguidor da Noite. Mais vítimas eram encontradas, a maioria baleada e depois esfaqueada e, em uma ocasião Ramirez arrancou os olhos de uma mulher de 44 anos.

 A cena do crime sempre apresentava uma característica em comum: sinais de que um ritual satânico havia sido realizado. As autoridades convocaram até mesmo o FBI em uma força tarefa a fim de prender o psicopata.

Prisão

Uma das testemunhas conseguiu fornecer à polícia o número da placa do carro utilizado por Ramirez, e logo veículo foi localizado. Foram coletadas impressões digitais, e no banco de dados da polícia foi identificado o nome do principal suspeito: Richard Ramirez.

Jornais publicaram o retrato falado do serial killer na primeira página, todos estavam em sua busca. Até que no dia 29 de agosto de 1985, Ramirez foi reconhecido na rua. Após uma longa perseguição da polícia e de três homens — que ele havia tentando roubar o carro para fugir — que o batiam repetidamente, o criminoso foi finalmente preso.

Richard Ramirez com um pentagrama desenhado na palma da mão / Crédito: Wikimedia Commons

 

O julgamento de Richard foi um dos mais longos e difíceis da história dos Estados Unidos, ao total foram entrevistados mais de mil jurados e cerca de cem testemunhas. Enquanto isso, o serial killer conquistava milhares de fãs, que escreviam cartas de amor. Uma delas inclusive chegou a se casar com Ramirez na prisão. Ele aparecia nas sessões com pentagramas desenhados pelo corpo, e chegou a gritar no tribunal “Viva Satanás”.

Em setembro de 1989, Richard Ramirez foi condenado à morte, com 13 acusações de homicídio, 5 acusações de tentativa de homicídio, 11 acusações de assédio sexual e 14 acusações de roubo.

O assassino morreu de câncer em 2013, enquanto ainda aguardava para ser executado no corredor da morte, na Prisão Estadual de San Quentin.


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