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Robert, o boneco: Assombração e mistério por mais de 100 anos

O objeto, exposto em um museu na Flórida, tem um passado, no mínimo, macabro

Alana Sousa Publicado em 02/10/2019, às 15h00

Robert, o boneco
Robert, o boneco - Reprodução

Lendas sobre bonecos e objetos mal assombrados são comuns e cativam a atenção de curiosos por séculos. O exemplo mais conhecido talvez seja devido ao filme Annabelle, que retrata a história de uma boneca possuída por uma entidade demoníaca, que serve como portal para a libertação de espíritos malignos. No entanto, outros artefatos, menos conhecidos, são igualmente assustadores e intrigam as pessoas até os dias de hoje.

Robert, o boneco, está em exibição no museu East Martello, nos Estados Unidos, e é creditado como sendo perigoso e assombrado. O objeto de um metro, aproximadamente o tamanho de uma criança, vem, desde o século passado, trazendo males inexplicáveis a quem cruza seu caminho.

Acredita-se que o boneco teria sido fabricado pela empresa Steiff Company, da Alemanha, em 1904. Robert Eugene Otto recebeu de sua família como presente, quando ainda era criança. O menino se apaixonou pelo brinquedo e o carregava para todos os lugares, colocou seu nome de Robert, e o vestiu com uma de suas roupas de marinheiro.

Eugene, quando criança / Crédito: Reprodução

 

Eugene conversava por horas com Robert — há relatos de que seus pais ouviam duas vozes durante os longos diálogos, mas deduziam que se tratava do garoto interpretando duas vozes distintas, por brincadeira. Mais tarde, situações misteriosas começariam a ocorrer dentro do casarão.

Por vezes, a criança acordava aos gritos no meio da noite, com diferentes objetos jogados pelo quarto, quando os pais pediam uma explicação, ele sempre culpava Robert. Conforme os anos foram se passando, Robert se tornava cada vez mais um membro da família: tinha um lugar à mesa e dormia na cama com Gene.

Anos se passaram e após a morte dos pais, Eugene, já adulto e casado, herdou o casarão. Permaneceu na casa com sua esposa Annette Parker. E o amado brinquedo assombrado foi guardando em um dos quartos da casa.

A fábula sobre os poderes sobrenaturais de Robert perdurou. Crianças do bairro alegavam que viam o brinquedo encarando-as pela janela, cada dia em um cômodo diferente. Porém, os relatos não eram levados a sério — não passavam de histórias de crianças —, já que o boneco vivia trancado em um quarto.

Em 1974, Eugene Otto morreu, seguido da esposa, dois anos depois. A propriedade e tudo que havia nela passaram então a ser de Myrtle Reuter, que comprou o imóvel. A mulher permaneceu na casa por duas décadas, até que a vendeu e fez uma doação inusitada para o museu East Martello.

Deu para a instituição, localizada na Flórida, o artefato, alegando que ele era assombrado. Reuter disse que era torturada por Robert, e que sua filha era constantemente perseguida por ele.

Robert, no museu / Crédito: Reprodução

 

O museu o aceitou, porém, duvidando da veracidade da história, optou por deixar o objeto no porão, até que pudesse ser encaixado em alguma exposição. Ao ser exposto, em uma caixa de vidro pela primeira vez, visitantes ficaram fascinados por ele.

O mito sobrenatural ainda vive, milhares de cartas chegam anualmente para Robert, onde pessoas pedem perdão por tê-lo desrespeitado e imploram para que a maldição que foi jogada seja retirada. O museu pede que turistas sempre se apresentem e solicite permissão para fotografar o boneco.