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A sexualidade como arte: O pornô softcore

A pornografia sempre existiu e algumas pessoas a enxergam como arte. Esse é o pornô de televisão, ou o Softcore

Vinícius Buono Publicado em 28/08/2019, às 18h00 - Atualizado às 20h00

Imagem meramente ilustrativa de pimentas
Imagem meramente ilustrativa de pimentas - Pixabay

A pornografia se faz presente ao longo de toda a história humana, desde seu princípio. Esculturas, desenhos e outras tantas formas de arte, tão voluptuosas quanto obscenas, sempre existiram.

Na era da tecnologia e da Internet, o pornô nunca foi tão maciço e difuso. A Regra 34, um conceito da rede da web, diz que qualquer coisa pode ser transformada em pornografia e, isso não é nenhum exagero. A sexualidade ainda é um tabu que causa problemas a muitas pessoas. Hoje, muitos usam o conforto do anonimato da Internet como válvula de escape para algo reprimido, geralmente os desejos mais primais da libido.

A pornografia, porém, pode ser considerada como arte. É o que tenta fazer o pornô softcore, o famoso pornô de televisão. Iniciado nas revistas masculinas dos anos 1950, ele deixa apenas a sugestão de que algo está acontecendo ali, mas nada é explicitamente mostrado, ficando a cargo da imaginação de quem consome.

Um exemplo clássico é o filme francês Emmanuelle, de 1974. Sucesso mundial, foi exibido por anos nas madrugadas da TV Bandeirantes e, até hoje, ocupa um lugar no imaginário da sociedade brasileira como o início da descoberta da sexualidade de muitas pessoas.

Atualmente, a pornografia está sob análise, principalmente por parte de movimentos feministas. Há um grande debate se o pornô é degradante para as mulheres, graças às relações de poder que o atravessam. A grande diferença entre o softporn e o pornô tradicional está na abordagem, sendo que o primeiro busca principalmente manter-se como foco estético.