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William I, o rei da Inglaterra que "explodiu" no dia de seu funeral

Conhecido também como William, o Conquistador, o monarca inchou de forma surpreendente após a sua morte devido ao descaso com seu cadáver dito como merecido por seu povo

Daniela Bazi Publicado em 10/02/2020, às 18h00

Duque da Normandia e Rei da Inglaterra William I, o Conquistador
Duque da Normandia e Rei da Inglaterra William I, o Conquistador - Wikimedia Commons

William I, mais conhecido como William, o Conquistador foi o Duque da Normandia e Rei da Inglaterra entre os anos de 1035, até a sua morte em 1087. Seu governo ficou marcado, principalmente, por inúmeras lutas contra seu próprio povo e seu filho primogênito.

Ao assumir os títulos de seu pai na Normandia, quando tinha apenas oito anos, o Duque teve que lidar com diversas rebeliões de cidadãos que estavam infelizes com o novo governante e, como uma forma de controlar a situação, mandou incendiar as aldeias, matando milhares de pessoas e levando os sobreviventes à extrema pobreza.

William, o Conquistador / Crédito: Wikimedia Commons

 

Diferente de seus súditos que mal tinham o que comer, o rei passou a se entregar cada vez mais para a comida, comendo diariamente enormes banquetes com os melhores alimentos que podiam lhe proporcionar, fazendo com que o monarca chegasse a um tamanho impressionante.

Sua enorme gula foi um dos principais motivos para a sua morte. Durante uma luta contra seu próprio filho em 1087, acabou ferindo gravemente seu intestino após seu cavalo empinar, e a sela atingir facilmente seu abdômen devido ao seu tamanho.

William em seu cavalo durante a batalha / Crédito: Wikimedia Commons

 

Os médicos da época passaram seis semanas tentando realizar uma cirurgia para que o soberano pudesse ser salvo, mas, novamente, por causa de seu tamanho, não conseguiram realizar o trabalho e William, o Conquistador faleceu no dia 9 de setembro de 1087, em Rouen, na França.

A partir deste momento, iniciou sua longa jornada até finalmente ser sepultado. Por não ser amado por seu povo, assim que descobriram sobre sua morte, todos seus serviçais o abandonaram, deixando o monarca sozinho e sem ninguém que pudesse organizar seu enterro.

Seu corpo ficou durante um curto período de tempo em um centro médico na cidade onde morreu, até que um cavaleiro viajante e o clero de Rouen decidiram assumir a tarefa de enterrar William. Devido a demora, boa parte do cadáver se encontrava em decomposição, mas isso não impediu que a missão seguisse.

O plano era realizar o sepultamento do rei em uma igreja na cidade de Caen, a 112 quilômetros de distância, enviando o corpo através de um barco pelo rio Sena, já que era a única rota disponível na época.

Abadia dos Homens, igreja em que William I está sepultado, em Caen, na França / Crédito: Wikimedia Commons

 

Ao chegar no seu destino, o ex-monarca se encontrava mais inchado do que o normal, por bactérias estarem se acumulando em seu intestino ferido, enchendo o corpo do rei com um gás podre.

Durante seu funeral, que contou com a presença de seu filho mais novo Henrique I e bispos e abades da Normandia, um homem invadiu a cerimônia afirmando que a igreja havia sido construída ilegalmente em seu terreno. Após algumas rápidas análises, foi comprovado de que ele realmente falava a verdade e acabou sendo compensado pelo caso.

Entretanto, esse não foi o único acontecimento bizarro durante o enterro de William I. Como já haviam se passado semanas desde sua morte, e a cidade sofria com fortes ondas de calor devido a queimadas que aconteciam na região, o intestino do rei acabou inflando cada vez mais.

Tumba de William, o Conquistador, na França / Crédito: Wikimedia Commons

 

Ao tentar ser colocado em sua tumba, os coveiros perceberam que o corpo estava muito maior do que o buraco no chão, e não entediam a razão disso estar acontecendo. A solução encontrada foi apertá-lo na cova até que, surpreendentemente, o corpo estourou espalhando órgãos podres em todos os convidados e deixando a igreja com um forte odor de carne em decomposição.

O funeral terminou às pressas para que todos pudessem sair do local imediatamente. De acordo com a população da época, o desastre do enterro e os maus tratos com o cadáver de William foram simplesmente karma. Devido ao comportamento cruel e antipático do soberano durante a vida, seu final vergonhoso havia sido digno para compensar as tristezas causadas a seu povo.


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