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Hugh Glass, o desbravador vingativo

Conheça a verdadeira história do explorador que venceu um urso e partiu para se vingar de seus colegas

Joseane Pereira Publicado em 12/11/2019, às 08h00

Hugh Glass enfrentando o urso
Hugh Glass enfrentando o urso - Domínio Público

No ano de 1822, o explorador estadunidense Hugh Glass começava uma das aventuras mais terríveis de sua vida. Se inscrevendo para subir o rio Missouri junto a 100 homens, em uma expedição de comércio de peles apoiada pelo comerciante William Henry Ashley, Glass acabou sofrendo o ataque de um urso, sendo deixado para morrer por seus colegas.

A EXPEDIÇÃO

Glass, nascido de pais irlandeses na Pensilvânia, era uma força a ser reconhecida. Já havia servido como pirata sob o comando de Jean Lafitte e, sendo capturado por indígenas Pawnee no Texas, se casou com uma mulher nativa.

A expedição de Ashley pretendia contatar indígenas locais, para empreender o comércio de peles. Os homens chegaram a Dakota do Sul sem problemas, quando alguns partiram para oeste no objetivo de encontrar o rio Yellowstone. Foi aí que Glass, se separando por instantes do grupo, se deparou acidentalmente com um urso pardo e seus dois filhotes.

Protegendo as crias, o urso atacou Glass dilacerando seu peito e braços e mordendo-o furiosamente. Por milagre, Glass conseguiu matar o animal com as ferramentas que tinha em mãos. Ensanguentado e machucado, ele foi amarrado por seus colegas a uma maca improvisada e carregado penosamente.

Mas Glass era um peso muito grande. Como estavam chegando em território da etnia Arikara, eles acharam razoável deixar o moribundo para trás, junto a um homem chamado Fitzgerald e um garoto. Achando que ele já estava morto, os dois foram embora, levando com eles a arma, faca, machado e o kit de fazer fogo de Glass.

Guerreiro Arikara em pele de urso, 1908 / Crédito: Wikimedia Commons

 

Mas Glass não morreu. Com feridas abertas e costela exposta, ele retomou a consciência, colocou sua perna quebrada no lugar e partiu em direção ao Fort Kiowa, a 300 km de distância, com o objetivo de se vingar de Fitzgerald. Após seis semanas caminhando, ele conseguiu chegar ao forte e se alistar novamente no grupo de Ashley, esperando encontrar seu algoz.

Segundo relatos de colegas, Glass poupou a vida de Fitzgerald pois, caso matasse um soldado, ele acabaria sendo morto. Permanecendo no grupo pelos dez anos seguintes, Hugh Glass encontrou sua morte apenas no ano de 1833, atacado pelos indígenas Arikara ao longo do mesmo rio Yellowstone.


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Hugh Glass, de Bruce Bradley

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Myths and Traditions of the Arikara Indians, de Douglas R. Parks

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100 Voices from the Little Bighorn: Sioux, Cheyenne, Arapaho, Crow, Arikara and American eye-witness accounts of the Battle of the Little Bighorn, de Bruce Brown

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