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Neste dia, em 2013, o incêndio da boate Kiss abalava o Brasil

Durante o triste episódio, mais de 200 pessoas perderam suas vidas na tragédia que é considerada a segunda maior em números de vítimas num incêndio

Fabio Previdelli Publicado em 27/01/2021, às 00h00

Registro da frente da boate
Registro da frente da boate - Wikimedia Commons/Leandro LV

Em 26 de janeiro de 2013, entre 500 e 1.000 estudantes — dos cursos de Pedagogia, Agronomia, Medicina Veterinária e Zootecnia — da Universidade Federal de Santa Maria, se reuniram para uma festa na Boate Kiss, na rua dos Andradas, 1925, no centro da cidade, que fica a 300 quilômetros de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A festa seria marcada pela apresentação de duas bandas.

Por volta das 2h30 da manhã do dia 27, foi a vez do grupo Gurizada Fandangueira subir ao palco. Além das músicas, a apresentação prometia agitar os estudantes com um show pirotécnico.

Entretanto, um desses artefatos acabou atingido a espuma improvisada que foi utilizada no revestimento acústico da boate. Integrantes da banda e seguranças tentavam apagar as chamas com água e extintores, sem sucesso.

Em pouco menos de três minutos, uma fumaça espessa se espalhou por todo o lugar. Ao queimar o revestimento, a espuma isolante liberou um material chamado cianeto — apontado pelo laudo técnico como a causa da morte dos estudantes.

De início, não houve uma comunicação entre os seguranças que estavam no palco com os que verificavam o pagamento das comandas na saída da Kiss. Por conta disso, muitas pessoas foram impedidas de sair do local.

Homenagem as vítimas feita na rua da Boate Kiss / Crédito: Wikimedia Commons

 

Além do mais, a boate não apresentava nenhuma saída de emergência, e muitos estudantes acabaram presos no banheiro, pensando que a porta daria acesso para a rua lateral. Em consequência disso, a perícia contatou que noventa por cento dos corpos foram encontrados depois dessa porta.

Ao todo, 242 pessoas perderam suas vidas e 636 firam feridas naquela que é a segunda maior tragédia no Brasil em número de vítimas em um incêndio. Marcado pela imprudência e más condições de segurança do local, o único sentimento que fica é o da impunidade.

Isso porque, após todo esse período de luto e cicatrizes que nunca serão completamente curadas, nenhum dos mais pedidos de indenização foi pago, segundo informou o periódico GaúchaZH.


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