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Incesto egípcio: Os casamentos de Cleópatra com os próprios irmãos

Prática muito comum no Egito Antigo, a união consanguínea também fez parte do reinado da faraó

Isabela Barreiros Publicado em 12/04/2020, às 09h00

Elizabeth Taylor em Cleópatra (1963)
Elizabeth Taylor em Cleópatra (1963) - Getty Images

Com o intuito de fortalecer o poder de seu reinado, inúmeras famílias reais já realizaram casamentos incestuosos. Na Espanha, Reino Unido e, principalmente, no Egito Antigo, a prática tornou-se comum e perpetuou o controle de grupos específicos. Para reconstruir seu poderio, muitos membros da dinastia Ptolomaica mantiveram casos consanguíneos, que resultaram na manutenção de seu comando na região.

Cleópatra também conservou a conduta — mas claramente não foi a única. Acontece que a própria governante era, muito provavelmente, fruto de um incesto. Acredita-se que o pai da faraó, Ptolemeu XII, era meio-irmão da mãe da moça, Cleópatra V Trifen.

Elizabeth Taylor caracterizada como Cleópatra em filme de 1963 / Crédito: Getty Images

 

Ao assumir o poder com apenas 18 anos, ela centralizou seu poder em apenas sua família. Ela manteve a tradição incestuosa, tendo relacionamentos com dois de seus próprios irmãos. Os casamentos, no entanto, foram fracassados.

Em 51 a.C, após a morte do pai, Ptolemeu XII, Cleópatra enfrentou diversos problemas, como a fome causada pela seca do rio Nilo. A partir desse ano, documentos oficiais do Egito Antigo começaram a lista-la como única governante da região.

Esses recursos históricos discordam com a tese de que ela havia nomeado seu irmão Ptolomeu XIII, de apenas 10 anos, como seu co-governante. O que se sugere é que os dois tenham se casado para manter o poder na mesma dinastia, mas não existem fontes históricas que comprovem totalmente essa teoria.

A união entre os dois, no entanto, não durou muito. Fadado ao fracasso, o casamento chegou ao fim em poucos anos. Após a ascensão no trono, uma disputa entre os dois herdeiros foi iniciada e acabou sendo a principal responsável pelo fim do relacionamento amoroso.

Um tetradracma de prata de Cleópatra cunhado em Ascalão, Israel / Crédito: Wikimedia Commons

 

Esse conflito, porém, acabou gerando mais problemas que o imaginado para a faraó. Ptolomeu XIII mantinha relações com aliados poderosos, principalmente o eunuco Potheinos. Isso fez com que os conselheiros do irmão de Cleópatra conspirassem contra ela, que teve de fugir para a Síria, em 49 a.C.

As batalhas duraram longos anos, com derrotas e conquistas para os dois lados. A guerra contra seu irmão Ptolomeu XIII viria ao fim, no entanto, apenas por meio do auxílio de Júlio César à faraó.

Após vencer, Cleópatra casou novamente, com outro irmão. Dessa vez, ela veio a se unir em matrimônio com Ptolomeu XIV, de 13 anos de idade. Com o novo irmão-marido, ela também tinha relações incestuosas. Também existe um relato de que ela o assassinou após uma enorme disputa - queria fazer um dos filhos que teve com Júlio César seu co-governante.


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