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Incesto, poder e assassinatos: a vida intima de Cleópatra, a última faraó do Egito

O poder da rainha ptolomaica chamou a atenção de Júlio César e Marco Antônio, dois grandes chefes políticos da Antiguidade

Vanessa Centamori Publicado em 01/04/2020, às 08h00

Representação de Cleópatra
Representação de Cleópatra - Divulgação

A Rainha Cleópatra, do Egito, sempre aparecia enfeitada com as mais extravagantes jóias de ouro, diamantes, e acompanhada por rapazes, que a carregavam sobre um divã. A faraó era tratada como uma verdadeira vênus, só que, diferentemente da deusa, sua vida íntima era um instrumento de poder. 

Gestão era o que não faltava nas mãos da soberana. Ela, uma mulher forte e inteligente, queria evitar invasões de outros povos em seu reino. Centralizando seu poder, manteve a tradição incestuosa da sua família, e chegou a ter um relacionamento com dois de seus próprios irmãos, tendo com ambos casamentos fracassados. 

Acontece que a própria Cleópatra era, muito provavelmente, fruto de um incesto. Os membros da dinastia Ptolomaica, do qual ela fazia parte, mantinham casos consanguíneos para a manutenção do poder. Por isso, acredita-se que o pai de Cleópatra, Ptolemeu XII, era meio-irmão da mãe da moça, Cleópatra V Trifena. 

Retrato de Cleópatra com cabelos ruivos / Crédito: Wikimedia Commons 

 

Em 51 a.C, após a morte do pai, Ptolemeu XII, o trono do Egito foi passado para a emblemática Cleópatra, que tinha na época apenas 18 anos de idade. A jovem dividiu o trono ao lado de seu irmão de 10 anos, Ptolomeu XIII, com quem ela teve que se casar. 

O casamento e o sexo entre os dois não durou muito. Após a ascensão no trono, uma disputa entre irmãos ganhou vida e acabou sendo responsável pelo fim do relacionamento amoroso. Conselheiros de  Ptolomeu XIII conspiraram contra Cleópatra, que fugiu para a Síria, em 49 a.C.

Ela então levantou um exército e no ano seguinte lançou uma guerra civil contra o irmão em Pelúsio, na fronteira com o Egito. 

Na cama com Júlio César

Júlio César e Cleópatra, em seriado da NBC / Crédito: Divulgação 

 

O irmão de Cleópatra permitiu o assassinato do general romano Pompeu com o objetivo de facilitar a entrada de Júlio César, que era rival do militar, à Alexandria. Cleópatra, estrategicamente, procurou o apoio de César, para recuperar seu trono no Egito. E deu certo: o seu irmão rival, Ptolomeu XIII, morreu afogado no Rio Nilo após perder uma batalha. 

Júlio César e Cleópatra passaram a se envolver amorosamente. Segundo o livro The Intimate Sex Lives of Famous People, Vários Autores, de 1981, a rainha usava táticas que impressionaram o imperador. O ditador romano ficou impressionado com a visão que teve da faraó. Assim, além de aliado, também tornou-se amante, com quem teve um filho, em 47 a.C. O menino era conhecido como pequeno César ou Cesarião. 

Após vencer a guerra contra seu irmão Ptolomeu XIII com a ajuda de Júlio César, Cleópatra casou novamente, com outro irmão, Ptolomeu XIV, de 13 anos de idade. Com o novo irmão-marido, ela também tinha relações incestuosas. Também existe um relato de que ela o assassinou após uma enorme disputa - queria fazer um dos filhos que teve com Júlio César seu co-governante. 

Escultura representa Cesarião, filho de Cleópatra com Júlio César / Crédito: Wikimedia Commons 

 

A paixão por Marco Antônio 

Após Júlio César morrer assassinado em uma conspiração para tirá-lo do cargo de imperador, Cleópatra seguiu em frente com sua vida amorosa. Não lamentou, mas, pelo contrário, tornou-se amante do antigo subordinado de Júlio César, Marco Antônio, que tornou-se um dos governantes de Roma.

Nessa altura do campeonato, Cleópatra tinha 28 anos de idade e a confiança de uma mulher madura. Marco Antônio era casado, mas ainda sim a soberana mantinha com ele relações sexuais. 

O casal só oficializou a união depois, se casando e tendo três filhos. Ainda assim, o relacionamento de Cleópatra não a ajudou a fortalecer seu poder sob o trono, como ela pretendia. As tensões de Marco Antônio contra o exército de Otaviano vieram à tona em 30 a.C, quando Otaviano declara guerra ao Egito e enfrenta os homens de Antônio e Cleópatra, na Batalha de Áccio. 

Conforme Otaviano se aproximava de Alexandria, as tropas de Marco Antônio se rendem ao lado do inimigo. Um dos relatos sobre a controversa morte de Cleópatra afirma que ela se suicidou ao lado do amado, mas o falecimento dela ainda é motivo de ainda muita discussão. 


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