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Incesto, traição e execução: a impetuosa saga da família de Ana Bolena

Ana foi traída pela irmã e acusada de ter um caso com seu irmão caçula. Após sua morte, a filha Elizabeth I teve uma infância sofrida

Penélope Coelho Publicado em 13/04/2020, às 11h46

George Bolena, Ana Bolena e Elizabeth I
George Bolena, Ana Bolena e Elizabeth I - Wikimedia Commons

A segunda esposa do rei Henrique VIII, Ana Bolena foi rainha do Reino da Inglaterra de 1533, até a anulação de seu casamento dois dias antes de sua execução, em 1536. Não foi somente sua união com o rei que havia sido marcado por problemas, durante toda sua vida ela enfrentou sérios desajustes familiares, que vão além do cruel esposo.

Ana foi executada por acusações questionáveis de adultério por Henrique VIII. Segundo o monarca, a mulher teria se envolvido com cinco homens fora do casamento, um deles inclusive seria seu irmão.

A execução de Ana Bolena / Crédito:  Wikimedia Commons

 

Jorge Bolena

Jorge Bolena, o segundo Visconde de Rochford, foi filho de Tomás Bolena e Isabel Howard, irmão mais novo de Ana Bolena. Em maio de 1536, ele foi acusado juntamente com sua irmã por adultério, incesto e traição.

A queixa partiu da própria esposa de Jorge, Joana Parker, ao revelar que os irmãos Bolena tenham tido relações sexuais, deixando Ana grávida na tentativa desesperada de gerar um herdeiro homem para o trono, o parto teria sido complicado e o bebê morreu logo depois de nascer.

Além de Jorge, outros homens que teriam se envolvido com Ana também foram presos e interrogados sob tortura. Ele foi decapitado dois dias antes da irmã em 17 de maio de 1536, com a autorização de seu próprio pai. Mas, irmão de Bolena não foi o único que causou impasses na família 

Maria Bolena

Outro membro polêmico da linhagem de Bolena foi Maria, considerada a mais bela entre as irmãs Bolena - apesar de não existir nenhuma pintura autêntica da mulher. Ela teve muitos amantes ao longo de sua vida, incluindo quem iria ser seu futuro genro, Henrique VIII. Enquanto Maria estava casada com William Carey, um cavaleiro inglês, ela mantinha um caso com o rei.

Mesmo que eles se esforçassem para esconder o caso, isso se tornou quase impossível após o nascimento do segundo filho de Maria, nascido em 1525, que muitos diziam ser a cara do rei. Apesar disso, o monarca negou a paternidade até o fim. Depois da morte de Carey, em 1528, ela decidiu se casar um plebeu chamado Stafford, e diante de todo o rebuliço, Maria foi expulsa da realeza.

Ela morreu em 19 de julho de 1543 e estava distante da família durante a execução de sua irmã e o nascimento de sua sobrinha, a Rainha Elizabeth I

A infância de Elizabeth I

Outra parte da linhagem que foi prejudicada por parentes problemáticos foi a Rainha Elizabeth I, filha de Ana Bolena e do Rei Henrique VIII. O pai de Elizabeth, leva a fama de pior monarca da história do Reino Unido por muitos historiadores. Não à toa que após a morte de sua esposa - que o próprio planejou, ele também deixou de lado a sua filha.

Ana Bolena e sua filha Elizabeth I / Crédito: Wikimedia Commons

 

Elizabeth I ficou no trono por 44 anos e foi a última monarca da Dinastia Tudor. Mas, antes de chegar de seu reinado, ela sofreu muito. Desde a execução de sua mãe, Elizabeth foi considerada uma filha ilegítima, seu lugar na linha de sucessão foi retirado, até que seu pai cancelasse seu primeiro casamento e mudasse de ideia alguns anos depois.

O desamparo fez com que Elizabeth crescesse com a família Bolena. Porém, por muitos anos ela não teve um tutor fixo e mudava de guarda passando por várias pessoas ao longo de sua infância e adolescência.

A primeira governanta de Elizabeth, Margaret Bryan, que cuidou da menina dos dois aos quatro anos de idade, descrevia a futura rainha como uma criança gentil “vivendo sob condições que jamais conheci em outra pessoa em minha vida”.

O abandono paterno fez com que muitas vezes Elizabeth não tivesse uma troca de roupas. Em cartas desesperadas, Margareth manifestou seu apelo por uma ajuda financeira para a menina: “Eu imploro que você seja um bom senhor para ela, e que ela possa vestir roupas, pois ela não tem vestido nem saia nem saia, nem linho para avental, nem lenços”.


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