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A insana trajetória de Heinz Hitler, o sobrinho preferido do führer

Profundo admirador do tio ditador, o jovem sonhava em fazer parte do exército e, assim, iniciou sua carreira militar bem cedo

Pamela Malva Publicado em 02/07/2020, às 18h30

Fotografia de Heinz Hitler ainda jovem
Fotografia de Heinz Hitler ainda jovem - Divulgação/Youtube

Além de seus passados emblemáticos, diversas personalidades históricas têm segredos e curiosidades pouco conhecidas. Desde um hobbie bizarro, até um familiar escondido, sempre há uma história que ainda não foi contada.

Esse, por exemplo, é o caso de Heinz Hitler, o sobrinho preferido do governante da Alemanha Nazista. Apesar de possuir um sobrenome conhecido no mundo todo, o jovem teve sua história apagada com o tempo e poucos sabem sobre sua trajetória.

Nascido em março de 1920 com o nome de Heinrich, o menino era filho de Alois Hitler Junior e sua segunda esposa, Hedwig Heidemann. Quando pequeno, adorava o exército e sonhava com o dia que se tornaria um militar.

Enquanto crescia, Heinz construiu a carreira tão desejada e, com o tempo, desenvolveu uma profunda admiração pelo tio. Já líder da Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial, Hitler tinha o jovem como seu sobrinho favorito.

Heinz Hitler ainda jovem / Crédito: Divulgação/Youtube

 

Medalha predileta

Ao contrário de muitos outros membros da família Hitler, Heinz realmente enxergava seu tio como um homem visionário e desejava seguir seus passos. Assim, quando teve a chance, entrou em diversas instituições militares.

Entre 1935 e 1939, por exemplo, o jovem alemão fez parte da Napola, uma organização política educacional em Ballenstedt. Aliado fiel de Adolf Hitler, Heinz compartilhava das ideologias nacional-socialistas que se tomavam forma na época.

Ao final de 1939, já formado na Napola e treinado em diversos campos militares, o garoto de 19 anos ingressou na Wehrmacht, as forças armadas do Terceiro Reich. Candidato ao cargo de oficial, então, começou a servir na guerra do tio preferido.

Imagem meramente ilustrativa de aula em Napola / Crédito: Divulgação/Youtube

 

Carteirinha de militar

Durante toda a Segunda Guerra Mundial, lutando pelo o que imaginava estar correto, Heinz tornou-se um operador de telecomunicações. Ele, inclusive, participou da  Operação Barbarossa, um ataque à União Soviética, em 1941.

A curta e tão desejada carreira militar, no entanto, começou a dar errado durante a retirada da Wehrmacht na Frente Oriental. Em janeiro de 1942, durante os primeiros movimentos da manobra, algo inesperado aconteceu.

Responsável pelas comunicações do grupo, Heinz recebeu as ordens de retornar a um dos acampamentos e recuperar equipamentos que foram deixados para trás. Na posição abandonada, o jovem oficial foi capturado.

Heinz Hitler com roupas de militar / Crédito: Divulgação/Youtube

 

Nas mãos soviéticas

Isolado do resto de seu batalhão, o sobrinho de Hitler foi levado para uma prisão soviética destinada à celebridades em Moscou. Tratado como qualquer outro prisioneiro, no entanto, ele passou algumas semanas em cárcere.

Por dias, Heinz foi torturado para que desse aos soviéticos diversas informações sobre os planos militares de Alemanha e sobre os próximos movimentos de seu tio. Para o Exército Vermelho, o jovem representava uma das maiores cartas contra Hitler.

Em fevereiro de 1942, então, aos 21 anos, Heinz não suportou os múltiplos interrogatórios e faleceu em terreno soviético. Pouco se sabe sobre as reais condições de sua morte e os restos mortais do jovem nunca foram encontrados.

Heinz Hitler com uniforme de oficial / Crédito: Divulgação/Youtube

 

Papel na Guerra

Além da sua registrada participação na Operação Barbarossa, os passos de Heinz Hitler durante a Segunda Guerra Mundial não foram bem documentados. Sabe-se apenas que o jovem oficial fez parte da 23ª Divisão de Infantaria alemã.

Há quem diga que o sobrinho favorito de Adolf Hitler ainda foi peça chave de diversas movimentações na época. Muitos sugerem, por exemplo, que o garoto esteve presente em algumas das deliberações do Alto Comando.

Nesse sentido, acredita-se que ele participou das negociações para trocar o filho de Stalin, Jakov Dschugaschwili, por prisioneiros de guerra alemães, como Leo Raubal, primo de Heinz. O jovem soviético havia sido capturado pela Wehrmach em 1941.


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