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Jeanne Weber: a cruel ceifadora de almas inocentes

A francesa se passava por uma mãe carinhosa e uma babá dedicada, mas isso era apenas fachada para encobrir seus terríveis crimes

Paola Churchill Publicado em 24/05/2020, às 12h00

Foto de Jeanne Weber
Foto de Jeanne Weber - Wikimedia Commons

Jeanne Weber morava em uma pequena vila francesa de pescadores. Como seu pai, passava muito tempo em alto mar para trazer sustento para a família, a menina e a mãe comandavam a casa na ausência do homem.

Em uma situação de extrema pobreza, seus pais decidiram mandá-la para Paris para não terem que alimentar mais uma pessoa. Com apenas 14 anos, Jeanne teve que amadurecer e arranjar um emprego para se sustentar e ainda ajudar sua família.

Dificuldades

Weber foi muito esperançosa para a capital francesa, achava que conseguiria um emprego facilmente. Mas, infelizmente, a jovem demorou a encontrar algo, pois os contratantes alegavam que ela não tinha nenhuma inteligência, muito menos beleza.

O que a menina não contava era com a bondade de um arquiteto chamado Sir Robert que, compadecido com a história dela, decidiu contratá-la para ser babá de seus cinco filhos. As crianças a adoravam e nesse mesmo lugar, Jeanne encontrou o amor: o cocheiro Jean Weber, com o qual se casou um ano depois, em 1893.

Pouco tempo depois, ficou grávida e as coisas começaram a complicar dentro da relação. Jean passou a desprezar a mulher e só se importava com as noites de bebeira. Desolada, ela tinha certeza que quando o bebê nascesse as coisas iriam melhorar, mas Marcel Jean Weber nasceu morto para a tristeza da mãe.

Jeanne queria tentar de novo, apesar de seu marido não se importar nem um pouco com o que acontecia na casa. Em 1898, Weber deu à luz a outro menino, é em homenagem ao seu primogênito, lhe deu o nome de Marcel Jean Weber.

Jeanne tinha o objetivo de ser uma boa mãe e uma boa babá, pois era isso que sabia de melhor. Ela tentava esquecer sua infeliz vida dentro do casamento e focar nas crianças que tanto amava. Mas, isso era só fachada para esconder sua maligna face.

Jeanne enforcando uma criança no jornal La Petit Journal, em 1908 / Crédito: Wikimedia Commons

 

Anjo da morte

A mulher foi chamada para trabalhar na casa de sua cunhada, Blanche Weber, para cuidar de seus sete filhos: Gorgette, Suzanne, Germaine, Léon, Marie e Marcel e Maurice.

Mas, coisas estranhas começavam a acontecer com as crianças que Jeanne cuidava. Uma a uma, os pequenos iam morrendo. De algum modo macabro, todos sempre faleciam na presença da babá.

Logo todos começaram a suspeitar que tinha algo de muito errado em Jeanne, mas não que elas estava matando as crianças, mas sim que a mulher era amaldiçoada e a alma que apossava seu corpo era o que tirava a vida das crianças.

Jeanne negava tudo e dizia que não passava de um acaso e pedia para que sua família confiasse nela; afinal ela nunca seria capaz de machucar ninguém. Blanche decidiu dar mais uma chance para cunhada e essa foi a pior decisão que a francesa tomou em sua vida.

A louca dos lençóis

No dia 5 de abril de 1905, quando Blanche voltou do mercado e encontrou Jeanne com uma expressão raivosa no rosto enquanto enforcava com os lençóis o pequeno Maurice, de apenas 10 anos.

A mulher foi presa e acusada de ter matado todos os seus sobrinhos, mas os seus advogados de defesa conseguiram convencer o júri que uma mulher tão carinhosa não seria capaz de tal barbaridade.

Jeanne Weber quando foi presa / Crédito: Wikimedia Commons

 

O mesmo fim

Jeanne sumiu por um bom tempo e começou a trabalhar em um orfanato em Orgeville, foram seus amigos que conseguiram a vaga para a macabra mulher, pois achavam que ela tinha sofrido uma imensa injustiça.

Menos de uma semana trabalhando no local, Weber foi flagrada estrangulando uma criança em sua cama. Ela fugiu do lugar e se mudou novamente para Paris e começou a se prostituir para ganhar alguns trocados.

Em 1908, se casou com um dos clientes, um viúvo  que tinha um filho de 10 anos chamado Marcel Poirot. Um dia, seu marido voltou para casa, após um cansativo dia de trabalho e flagrou a mulher enforcando o pequeno com um lençol.

Desesperado, ele fez de tudo para soltar a mulher do pescoço da criança, mas, ela só soltou quando Marcel deu seu último suspiro. Jeanne Weber foi presa e dessa vez, foi acusada pelo homicídio de mais de 10 crianças e condenada a prisão perpétua em um hospital psiquiátrico em Mareville.

Sua vontade de matar continuava descontrolada, ela precisa tirar a vida de mais alguém. Em uma noite fria em 1918, a mulher ceifou a própria vida, se enforcando com seu lençol, assim como fazia com suas vítimas.


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