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Canibalismo, necrofilia e masturbação para cadáveres: Os crimes do serial killer Jeffrey Dahmer

“Era apenas uma ânsia, uma fome. Não sei como descrever, era uma compulsão”, confessou o assassino em seu julgamento pela morte de 17 pessoas

Fabio Previdelli Publicado em 20/08/2019, às 15h00

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- Crédito: Reprodução

Jeffrey Dahmer parecia só mais uma pessoa normal, com problemas comuns. Mais velho entre dois irmãos, o rapaz loiro de olhos claros nasceu em maio de 1960, em Milwaukee, nos Estados Unidos. Quando criança, tinha o hábito de coletar cadáveres de animais mortos e dissecar os corpos — até mantinha um cemitério particular nos fundos de sua casa. Apesar da atividade insólita, seus pais consideravam a prática como natural de um menino interessado por ciência e biologia.

Pouco sociável, o jovem se tornou alcoólatra aos 14 anos. Um antigo colega de ensino médio disse que foi nesse período que ele começou a ter desejos e fantasias assassinas, e que encontrou na bebida uma maneira de esquecer toda a maldade que planejava em sua sórdida mente.

Jeffrey Dahmer durante a infância / Crédito: Reprodução

 

Aos 18 anos, Dahmer ingressou na Universidade do Estado de Ohio, na qual permaneceu somente três meses. Com o fracasso precoce nos estudos, seu pai lhe deu o ultimato: ou arranjava um emprego ou se alistava no exército. Escolheu a segunda opção, algo que mudou sua vida completamente. Semanas antes do início dos serviços nas forças armadas, ele cometeu o primeiro da sua série de assassinatos.

Numa noite de 1978, conheceu Steve Hicks, de apenas 19 anos. Após um desentendimento antes de um show de rock, Steve decidiu ir embora. Jeffrey logo agiu, acertou um golpe na cabeça do rapaz, que caiu inconsciente no chão. Desfalecido, foi estrangulado até a morte. O cadáver foi despido, o criminoso se masturbou e ejaculou sobre a vítima. O corpo foi enterrado em uma cova rasa em seu quintal, sua brincadeira de criança tinha ganhado um novo patamar.

Semanas depois, com a decomposição da carne, Dahmer o desenterrou e dissolveu os restos mortais com ácido, ao melhor estilo Breaking Bad. Os ossos foram moídos e jogados na floresta, o líquido foi despejado no vaso sanitário. O mistério sobre o desaparecimento do corpo de Hicks permaneceu até o criminoso confessá-lo em sua prisão em 1991.

Restos mortais que eram armazenados na geladeira do serial killer / Crédito: Reprodução

 

Permaneceu somente dois dentre os seis anos no Exército, do qual foi dispensado por seu vício. Largado ao mundo, depois de passar brevemente por diversos empregos, ele encontrou abrigo na casa de sua vó. A vivência sob a tutela da familiar o deixou confortável o suficiente para voltar a matar. Fez, então, sua segunda vítima.

Depois de alguns anos, foi expulso de casa por sua vida de promiscuidade e badalação. Passou a morar sozinho, e transformou a noite no seu período ideal de caçada. Abordava jovens homossexuais em bares. Chamava-os até seu apartamento sob o pretexto de assistir a filmes pornôs, fazer fotografias eróticas ou ver sua coleção de borboletas. Mas os drogava, tirava suas roupas e depois os matava estrangulados ou com golpes de faca.

Cada etapa de seu ritual macabro era fotografado e depois eternizado em um altar que mantinha em casa. Fazia sexo com os cadáveres e em seguida os dissecava. Os ossos e carcaças eram dissolvidos com ácido, mas os crânios eram limpos e guardados como uma coleção rara e particular.

Assim como fazia com os órgãos genitais, que eram conservados em formol, como bibelôs. Por algumas vezes, congelava pedaços de carnes, o que levou os investigadores a concluírem que o rapaz praticava canibalismo.

Jeffrey Dahmer durante seu julgamento / Crédito: Reprodução

 

Depois de fazer 17 vítimas, deixou escapar uma presa, que procurou a polícia. Ele foi preso em 1991 e, acabou condenado a 957 anos de prisão. “Era apenas uma ânsia, uma fome. Não sei como descrever, era uma compulsão”, confessou no tribunal. Dahmer acabou morto por outro preso — um esquizofrênico que dizia ser a reencarnação de Jesus Cristo.