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Os horrores do serial killer e canibal Joachim Kroll

Nascido na pobre Alemanha nazista, Kroll disse que comia partes de suas vítimas para economizar dinheiro, porque “a carne era cara demais”

Fabio Previdelli Publicado em 14/10/2020, às 18h47

Mugshor de Joachim Kroll
Mugshor de Joachim Kroll - Divulgação/ YouTube/ FeakTV

Apesar de não ser tão conhecido como Ted Bundy ou Jeffrey Dahmer, Joachim Kroll foi um serial killer igualmente, se não mais perturbador que esses nomes citados.

Conhecido como o Canibal de Ruhr, ele vitimou 14 pessoas durante toda sua carreira criminalística, porém, as autoridades acreditam que ele matou um número maior de pessoas do que o revelado oficialmente. 

Kroll evitou ser capturado por duas décadas, fazendo com que seis homens fossem presos injustamente pelos crimes que ele cometeu. Mas sua terrível matança chegou ao fim quando ele entupiu um banheiro compartilhado com as entranhas de suas vítimas.  

Infância na Alemanha nazista 

Kroll nasceu em 1933, justamente quando o partido nazista estava em um período de ascensão na Alemanha. Mais novo entre oito irmãos, era considerado “fraco”. Muito apontam que essa constante degradação familiar, aliados com sua criação instável durante a Segunda Guerra, possa ter contribuído para seus crimes quando adulto.  

Joachim Kroll quando criança / Crédito: Divulgação/ YouTube/ FeakTV

 

Como muitas outras famílias na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial, os Kroll’s sofriam de extrema pobreza e fome. Seu pai, um soldado do exército alemão, foi levado como um prisioneiro de guerra pelo exército russo e acredita-se que ele tenha morrido durante o conflito.  

Em 1948, Joachim deixou a escola depois de repetir várias séries mais de uma vez. Aos 15 anos o garoto só tinha completado a 4ª ano. Mais tarde, alguns testes que supostamente fez afirmaram que ele tinha um QI de 78, já outros relatórios afirmaram que o garoto mal sabia ler.  

O fato é que após deixar os estudos, começou a trabalhar como lavrador e logo desenvolveu seu apetite por assassinatos.  

Primeiros crimes 

Quando trabalhava na fazenda ajudando no abate de animais, Joachim disse que seu ofício inspirava em suas fantasias assassinas. Ao ver um porco sendo morto, por exemplo, o episódio despertou nele um “desejo sexual”. Pelo menos é isso que conta Moira Martingale em seu livro Cannibal Killers, de 1995.  

Ainda nessa fase de sua vida, tentou se relacionar romanticamente com uma mulher, no entanto, disse que se sentiu estranho e inadequado sexualmente com mulheres, descrevendo seu único ato sexual como um “fracasso”. Assim, sua mente distorcida chegou à conclusão de que ele deveria se relacionar sexualmente com “alguém que não pudesse reclamar de seu desempenho”. 

Foto de Joachim Kroll / Crédito: Divulgação/ YouTube/ FeakTV

 

Em 1955, à medida que sua obsessão pela morte crescia, a mãe de Kroll faleceu. Seus irmãos seguiram caminhos separados e perderam o contato. Mais tarde, naquele ano, Joachim Kroll assassinou sua primeira vítima.  

Era fevereiro de 1955 quando ele foi até a aldeia de Walstedde e capturou e matou Irmgard Strehl, de 19 anos. Na ocasião, Joachim a estrangulou e a violentou. 

Seu próximo delito ocorreu quatro anos depois, em junho de 1959. Seguindo os mesmos moldes do crime anterior, ele matou a jovem Klara Freida Tesmer, de 24 anos. Porém, desta vez, começou a mostrar traços daquilo que seria sua marca registrada: o canibalismo. Kroll teria removido pedaços de sua vítima — nádegas e coxa — e levado para casa, onde preparava o 'jantar'.  

A ocasião também marcou sua primeira fuga da polícia, que acabou prendendo um homem chamado Heinrich Ott pelo crime. Ott acabou se matando enforcado enquanto aguardava seu julgamento. Já o criminoso continuou agindo.  

Crimes continuam 

Apesar de quase ser pego, Kroll desenvolveu uma maneira de permanecer sorrateiro: caçar vítimas em cidades diferentes. Em sua maioria, elas eram mulheres e meninas, mas ele não se limitava a uma faixa etária ou gênero, chegando até a assassinar um homem, Hermann Schmitz, em 1965.  

Foto de Joachim Kroll / Crédito: Divulgação/ YouTube/ FeakTV

 

Outra tática que usava para despistar a polícia é que nem sempre praticava canibalismo com suas vítimas, preferindo retirar pedaços apenas daquelas que considerava mais jovens e inocentes.  

 

A prisão

A onda de crimes chegou ao fim em 3 de julho de 1976.  Naquele dia, Kroll sequestrou Marion Kettner, de quatro anos, em um parque. Pouco mais tarde, um vizinho perguntou se ele sabia o que estava bloqueando a tubulação do banheiro compartilhado do prédio. "Descubra se tiver coragem", ele disse de forma irônica. Seu vizinho riu entendendo a fala como uma piada.  

Dentro da cozinha de Kroll, onde a polícia encontrou uma mão decepada cozinhando no fogão / Crédito: Divulgação/ YouTube/ FeakTV

 

Porém, ao olhar o banheiro, viu minúsculos órgãos humanos e imediatamente contatou a polícia. Uma vez dentro do apartamento de Kroll, a polícia encontrou o corpo desmembrado de Marion Kettner

Partes dela estavam na geladeira, uma mão cozinhava no fogão e entranhas entupiam o encanamento. A polícia removeu o banheiro compartilhado e encontrou o fígado, pulmões, rins e coração de Kettner.  

Joachim foi imediatamente preso, admitiu ter assassinado Kettner e deu detalhes à polícia de 13 outros assassinatos, incluindo os e Irmgard Strehl e Klara Freida Tesmer. Ele também confessou ter se envolvido com canibalismo.  

Enquanto estava na prisão, cooperou ansiosamente com a polícia, convencido de que seria submetido a uma operação que curaria seus desejos homicidas e seria libertado. Depois de vários anos na prisão, ele foi acusado de oito assassinatos e uma tentativa de homicídio em um julgamento que durou exaustivos 151 dias. 

Kroll escondeu o rosto durante parte do julgamento / Crédito: Divulgação/ YouTube/ FeakTV

 

No final, em vez de receber a cura que desejava, Kroll foi condenado à prisão perpétua em abril de 1982. Ele morreu na prisão em 1991, aos 58 anos, de ataque cardíaco.


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