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Kara Chamberlain, a tiktoker que foi raptada por um serial killer aos 15 anos

A estadunidense foi a quarta vítima do criminoso, porém, diferente das outras, conseguiu escapar

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 10/07/2021, às 08h00

Fotografia atual de Kara Chamberlain
Fotografia atual de Kara Chamberlain - Divulgação / Instagram/ Arquivo Pessoal

Kara Robinson Chamberlain é uma policial norte-americana cuja plataforma no Tiktok tem atraído atenção desde que entrou na rede social, em maio de 2020. Até o fechamento desta matéria, ela conta com 219 mil seguidores, com quem compartilha dicas de segurança, defesa pessoal, e mensagens de inspiração para aqueles que passaram por vivências traumáticas

Além do conhecimento que acumulou trabalhando na área, a profissional de 34 anos se destaca por possuir experiência pessoal com a situação - ela própria foi vítima de um sequestro quando tinha apenas 15 anos de idade. 

@kararobinsonchamberlain

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♬ original sound - Kara Chamberlain

Sobrevivente 

Segundo divulgado pela mesma em seu site oficial, a estadunidense estava na casa de uma amiga no dia que foi raptada. Enquanto a colega estava no banho, Kara foi regar as flores no jardim da residência sozinha. Foi o que bastou para um homem armado aproximar-se e empurrá-la para dentro de seu carro. 

Fotografia da casa da amiga de Kara / Crédito: Divulgação/ Tiktok / Arquivo Pessoal 

 

Era Richard Evonitz, um assassino em série que já havia tirado a vida de outras três garotas antes de abduzir Chamberlain naquela tarde de junho de 2002. O sequestro durou 18 horas, período durante o qual a jovem foi estuprada repetidamente. 

Ainda que tenha sido deixada com inúmeras sequelas emocionais, a norte-americana, diferente das vítimas anteriores, foi capaz de sobreviver ao episódio com o criminoso. 

Isso porque Kara conseguiu escapar de suas algemas enquanto o serial killer dormia, fugiu do apartamento dele e foi capaz de pegar uma carona para a delegacia em um carro que passava. 

“Eu estava presa em algemas que tinham um anel difuso ao redor delas, então, isso forneceu folga suficiente para que um dos lados não ficasse tão apertado, e eu pude manipular minha mão e deslizá-la para fora”, contou Chamberlain, segundo divulgado pelo DailyMail em 2020. 

“O melhor conselho para escapar, entretanto, é realmente que você tem que estar ciente do que está acontecendo e em algum ponto seu captor provavelmente baixará a guarda, e você precisa aproveitar essa oportunidade”, disse ela ainda. 

Posteriormente, a norte-americana ficou sabendo que Richard foi encontrado e decidiu se matar quando percebeu que estava sem saída ao fim de uma perseguição policial. 

Vida depois do trauma 

De acordo com o que foi repercutido pela Revista Glamour em uma matéria do ano passado, Kara passou a trabalhar na divisão de crimes de violência sexual e abuso infantil do departamento policial de sua região, onde pôde ajudar outras vítimas com experiências semelhantes às dela. 

Já a plataforma no Tiktok foi um dos meios que lhe permitiu alcançar ainda mais pessoas, elevando sua voz. A sobrevivente também já foi entrevistada em uma reportagem do True Crime Daily que está atualmente disponível no Youtube. 

“Eu sobrevivi para espalhar esperança e encorajamento para outros sobreviventes. Para lembrá-los que eles não estão sozinhos, e eles são mais fortes do que lhes aconteceu. Nós somos quem nós somos por causa do que aconteceu, mas não somos definidos pelo que aconteceu”, diz uma das mensagens inspiradoras presentes no site da estadunidense.

Veja abaixo a reportagem (em inglês) que contou com a presença de Kara: 


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