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Kerri Rawson, a mulher que descobriu que seu pai era um serial killer

Sem suspeitar de nada, a jovem, na época com 26 anos, foi surpreendida com a notícia de que seu pai era um dos mais infames assassinos dos Estados Unidos

Alana Sousa Publicado em 27/10/2020, às 15h30

Kerri com seu pai, o assassino BTK
Kerri com seu pai, o assassino BTK - Divulgação/Kerri Rawson

Kerri Rawson levava uma vida tranquila em Wichita, no estado do Kansas, Estados Unidos, tinha um pai amoroso e, acima de tudo, superprotetor. Viveu uma infância e adolescência comum, até que se casou com Darian e mudou-se para Detroit, aos 26 anos. Ainda mantinha contato com a família quando foi surpreendida com a notícia que mudou para sempre sua vida.

Certo dia, enquanto o marido estava no trabalho, recebeu a visita de agentes do FBI, o Departamento Federal de Investigação, sem acreditar no que estavam lhe dizendo, Kerri entrou em choque e por um momento, não podia reagir a mais nada. Seu tão amado e preocupado pai acabara de ser preso, acusado de dez assassinatos; ele era Dennis Rader, o infame BTK.

Dennis Rades, BTK / Crédito: Divulgação

 

A filha de um serial killer

“Eu faria qualquer coisa para não ser filha de um serial killer”, afirmou Rawson em entrevista à revista People, em 2019. Por 14 anos, ela não mencionou mais o fato de que seu pai fora condenado a dez sentenças de prisão perpétua e era desprezado ao redor do mundo, sendo o responsável por mortes brutais e um modus operandi que ficou marcado na história criminal americana.

Aquela manhã de 2005 se tornou o maior trauma de Kerri, que precisou de mais de uma década para processar sua nova realidade. “Ninguém quer acreditar que seu pai seja capaz de coisas tão monstruosas”.

As memórias de fevereiro ainda ressoavam de maneira conturbada na mente da mulher, hoje com 40 anos. Ao abrir a porta e permitir que os oficiais entrassem no apartamento, a primeira pergunta para ela foi: “Você já ouviu falar em BTK?”.

Neste momento, Rawson cogitou se tratar de um caso de assassinato, mas ao ouvir falar de seu pai e nas mortes que ele causara, tudo que podia pensar era que Dennis tinha matado sua mãe. “Eu senti que ia desmaiar. Eu estava desmoronando”. Horas se passaram até a americana conseguir entender tudo o que tinha acontecido.

BTK, uma referência às palavras “amarrar, torturar, matar” (Bind, torture, kill). Era isso que Kerri ficava repetindo para si mesma, até que a notícia parecesse, de alguma forma, real. Seu pai, que entre os anos 1974 e 1991 aterrorizou a cidade de Wichita, mantinha uma vida dupla. Dentro de casa se portava como um homem respeitável, marido e pai atencioso; e na rua, buscava a todo momento vítimas para que pudesse cruelmente assassinar.

Kerri ainda criança no colo de BTK / Crédito: Divulgação/Kerri Rawson

 

“Demorou mais de 10 anos até que eu pudesse sentar em frente a alguém e falasse sobre isso”. Aos poucos, a triste verdade sobre seu pai foi ficando mais fácil de conversar sobre, assim procurou ajuda profissional para que pudesse seguir em frente, ou ao menos viver com isso.

Enquanto BTK era encaminhado à cadeia, aonde ainda hoje permanece, na instalação correcional El Dorado, Rawson começou a trabalhar em seu livro autobiográfico, focado na relação com Dennis e em como lidou com o parentesco com um dos mais terríveis serial killers.

Intitulada A Serial Killer's Daughter: My Story of Faith, Love, and Overcoming (A filha de um Serial Killer: Minha História de Fé, Amor e Superação, em tradução livre), a obra foi lançada em 2019 e ainda não teve sua estreia no Brasil.

Narrando sua trajetória desde o fatídico dia para tentar facilitar a dor incurável, a filha de BTK ainda nos dias atuais se esforça para viver em paz apesar do peso que carrega sendo relembrada constantemente sobre os crimes do pai.


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