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Lee Choon-jae: o brutal serial killer que aterrorizou a Coreia do Sul

Após assassinar a própria cunhada, o criminoso desenvolveu um apetite cruel por sangue

Nicoli Raveli Publicado em 12/03/2020, às 16h45

Foto de Lee Choon-jae jovem à esquerda e atualmente, à direita
Foto de Lee Choon-jae jovem à esquerda e atualmente, à direita - Divulgação

Nascido em 14 de janeiro de 1963, em Hwaseong, na Coréia do Sul, Lee Choon-jae ficou conhecido após invadir uma casa a mão armada. Seu primeiro crime o levou a prisão, e em 1990, ele foi condenado e sua pena foi de um ano e seis meses.

Após dois anos, o homem entrou com um apelo as autoridades, dizendo que havia sido atacado por uma pessoa desconhecida e, como consequência, teria invadido a casa da vítima. Por falta de provas, o criminoso foi libertado em abril.

Ninguém imaginava que pouco tempo depois o coreano voltaria a despertar a curiosidade da sociedade. Conhecido como o serial killer de Hwaseong, Lee assassinou sua ex-cunhada em 1994, e desde então tornou-se um sádico. Durante os ataques acredita-se que ele usava apenas roupas pretas e um boné. O assassino criou um padrão ao matar suas vítimas e as seguiam até que estivessem sozinhas em áreas isoladas.

Diante de vários homicídios, os mais insólitos foram os cometidos em sua cidade, na qual dez mulheres foram presas, estupradas e estranguladas até a morte. As autoridades responsáveis pela investigações se depararam com cerca de 20 mil pessoas e, aos poucos, os relatos das testemunhas descreveram o assassino. Em 1993, a esposa de Choon-jae o deixou e, um ano depois, ele convidou a ex-cunhada para lhe fazer uma visita. Em minutos, a drogou, machucou até matar completamente. 

Para despistar a polícia, Lee escondeu o corpo e foi até o pai da garota, oferecendo ajuda para procurá-la. Até aquele momento, os pais suspeitavam que ela havia sido sequestrada. Dias depois, o homicida foi preso por levantar diversas suspeitas.

Primeiramente, o assassino negou qualquer tipo de movimento na morte da mulher. Após o testemunho, o tribunal decidiu que anularia sua confissão, concluindo que ele havia mentido. Em menos de um mês, Lee foi recebeu uma sentença de pena de morte e foi oficialmente condenado após quatro meses.

O caso só apresentou mudanças em 1995, quando foi novamente estudado e o Supremo Tribunal reduziu sua sentença a prisão perpétua com possível liberdade condicional depois de 20 anos. Apenas em 2019 foi confirmado que Choon-jae era o responsável pelos assassinatos em Hwaseong. Foi realizado um exame que confirmou seu DNA na cueca de uma das vítimas. Além disso, o resultado também foi compatível com mais quatro dos dez homicídios.

“Identificamos que a detecção de DNA era possível em alguns casos após um longo período de tempo, mesmo que o DNA não fosse detectado em primeiro lugar. Esse é um ponto (inicial) em que solicitamos análises forenses”, afirmou o policial Ban Ki-soo, envolvido nas investigações.

Novamente, ele negou que era o serial killer e foi apoiado por sua mãe e moradores da cidade. De acordo com os relatos, Lee sempre foi uma boa pessoa e não teria chance dele ter cometido os brutais atos.

Entretanto, no dia 2 de outubro de 2019, o homem revelou as autoridades que havia cometido 15 assassinatos. Os cinco, que não eram conhecidos pela polícia, ocorreram em Hwaseong e Cheongju. Ele também informou que cometeu mais de 30 estupros. Em novembro do mesmo ano, foi oficialmente anunciado a população que Lee era o responsável pelos crimes que aterrorizaram a cidade.

Com o anúnico, até mesmo os funcionários da prisão ficaram suspresos. Segundo os trabalhadores, Choon-jae mostrava ser uma pessoa honesta e nunca se envolveu em brigas com outros prisioneiros.

Em seus testemunhos, o criminoso apontou diversos detalhes sobre seus atos, inclusive mapas desenhados a mão de locais onde ele havia assassinado as vítimas. “Ele parece ter passado por uma mudança de atitude na semana passada e confessou. Não foi a polícia que a induziu”, afirmou um policial.

No entanto, mesmo com sua declaração, Choon-jae não será processado por todos os assassinatos. Na Coreia do Sul, o prazo de prescrição é de 15 anos e esse tempo já foi ultrapassado. Porém, as atuais revelações fizeram com que suas chances de liberdade condicional passassem a ser praticamente nulas.


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