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Léo Major, o soldado canadense que teria liberado uma cidade inteira de nazistas

Em uma história de persistência e superação, o militar chegou a perder um olho antes de criar uma estratégia para vencer os alemães

Wallacy Ferrari Publicado em 04/08/2020, às 08h25

Imagens do militar Léo Major
Imagens do militar Léo Major - Wikimedia Commons

Léo Major não era um rapaz que fazia tanta questão de enaltecer suas conquistas, porém, realizou a escolha da sua vida em 1940, ao se juntar ao exército canadense, apenas para ‘dar orgulho ao pai’. Em uma época difícil, integrou as forças armadas durante a Segunda Guerra Mundial se encaminhando ao auge, passando a fazer parte do Régiment de la Chaudière.

A equipe passou em passos curtos durante boa parte de batalhas, mas foi escalada como uma linha de frente para missões de reconhecimento no Dia D. Major teve a oportunidade de mostrar serviço na ocasião; sozinho, conseguiu roupar um Hanomag, um tanque alemão blindado, repleto de equipamentos de comunicação e papeladas com códigos secretos.

Alguns dias depois, seu feito ainda reverberava com a fama interna, mas, durante seu primeiro confronto direto com militares da SS, Léo acabou sendo vítima de uma explosão de granadas. O canadense conseguiu matar quatro soldados, inclusive o homem que disparou a granada, mas perdeu um olho. Chegou a ser orientado a retornar para a enfermaria, mas recusou e afirmou que precisaria apenas de um olho.

Feito máximo

Trabalhando como batedor e fazendo vezes de franco-atirador, o caolho usava um tapa-olho para evitar expor o ferimento dos estilhaços metálicos, mas não abriu mão de batalhas. A principal seria a Batalha de Scheldt, onde os canadenses se uniram com forças britânicas e polonesas para interceptar alemães em Zeeland, no sul da Holanda.

Na ocasião, Léo conseguiu capturar sozinho 93 soldados alemães, ferindo os mesmos, prendendo ou, em raras situações, os executando. Ciente de seu talento, os oficiais já escalavam Major sozinho para reconhecimento. Usando sempre um soldado já capturado como isca, o militar conseguiu render o comandante da guarnição alemã.

De acordo com registros históricos de ambos os lados — alemães e canadenses — diversos militares presenciaram o soldado solitário escoltando diversos alemães, além de matar sete até alcançar a guarnição. Quando reconheceu um tanque canadense, ordenou que o mesmo disparasse contra o grupo capturado caso alguém recusasse cooperar. Com tal ameaça, Léi conseguiu conduzir em marcha quase cem prisioneiros até a base canadense.

Lápide da sepultura onde Léo Major foi enterrado, no Canadá / Crédito: Wikimedia Commons

 

Orgulho e modéstia

Seu feito inteligente renderia uma Medalha de Conduta Distinta (DCM) da esquadra britânica, porém, o jovem recusou, afirmando que o general Bernard Montegomery era um “incompetente” e não deveria estar em posição de distribuir medalhas, visto que não coordenava de maneira segura e correta seus oficiais.

Sua história chegou a ser contestada por opositores, como Dirk Staat, conservador do Museu Militar Nacional Holandês, que explicou que Léo recusou a medalha pois a história seria uma construção para um herói militar que nunca existiu: “Major lutou em Zeeland, e ele sem dúvida terá sido eficaz. Mas não lemos nada sobre sua medalha. E não se engane, se alguém estava dez minutos atrasado para a chamada da noite”.

Após a Segunda Guerra, chegou a lutar pela Guerra da Coreia e pouco fez questão de comentar sobre o curioso feito, vivendo até 12 de outubro de 2008, aos 87 anos, em Quebec, no Canadá.


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