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Matérias / Linha Direta

Assassinato em alto mar: Veja o novo tema do Linha Direta

Em janeiro de 2010, a bartender Camilla Peixoto foi encontrada morta na cabine do navio em que trabalhava com o noivo, autor do crime

Camilla Peixoto, vítima do crime que será tema de novo episódio do 'Linha Direta' - Reprodução
Camilla Peixoto, vítima do crime que será tema de novo episódio do 'Linha Direta' - Reprodução

O novo episódio do 'Linha Direta' — programa da TV Globo que narra e apresenta crimes reais brasileiros —, que foi exibido na quinta-feira, 16, contou os detalhes de um caso chocante ocorrido em janeiro de 2010 e se chama "assassinato em alto mar".

No caso, acompanhamos os eventos referentes à morte de Camilla Peixoto Bandeira, na época com 28 anos, uma bartender morta a bordo do navio que trabalhava pelo próprio noivo, Bruno Souza Bicalho Vale Ricardo, que também trabalhava no local, como garçom.

Vale mencionar que o assassinato não teve uma solução até hoje, e a família de Camilla Peixoto busca por justiça há 13 anos. Por isso, cria-se a esperança de que o programa possa colaborar com as investigações.

+ O crime que o novo Linha Direta ajudou a solucionar

Pedro Bial, apresentador do 'Linha Direta' / Crédito: Reprodução/TV Globo

O crime

No começo de 2010, Bruno e Camila eram noivos, e trabalhavam juntos no navio MSC Música; ela como bartender, ele como garçom. Na embarcação, eles dividiam uma cabine.

Porém, para o choque de todos os tripulantes, no dia 10 de janeiro daquele ano, Camilla foi encontrada morta na própria cabine, logo depois do momento em que o navio atracou em Santos. O rapaz tinha ciúmes e receio que a mulher rompesse o relacionamento.

No entanto, Camilla já estava decidida a terminar o relacionamento, e havia avisado Bruno que desembarcaria na próxima parada, ou seja, no Porto de Santos. Então, antes de o navio atracar, o rapaz deixou seu posto de trabalho, foi até a cabine e cometeu a atrocidade de sufocá-la até a morte.

Ele teria retornado ao posto de trabalho, e depois de atender aos pedidos de alguns hóspedes, retornou à cabine, telefonou para a recepção e informou que sua noiva havia morrido.

Suspeitas

Quando uma enfermeira, o capitão do navio e um imediato foram até a cabine, perceberam que Camilla estava "praticamente sentada e com o ombro direito contra a parede", segundo os socorristas na época.

Porém, Bruno alegou que a mulher havia usado um lençol para tirar a própria vida e que, ao encontrar o corpo, ele a teria deixado naquela posição para realizar uma massagem cardíaca.

No entanto, às autoridades, testemunhas que foram à cabine após a ligação negaram ter visto qualquer lençol no local. Além do mais, o fato de Camilla ter sido encontrada sentada levanta suspeitas, pois, essa posição impossibilitaria qualquer procedimento de reanimação.

Bruno Souza Bicalho durante depoimento aos investigadores do caso, pouco após o crime / Crédito: Reprodução/vídeo/X/@
recordtvoficial

Julgamento

Então, em 2013, três anos após o ocorrido, a Justiça decretou a prisão preventiva de Bruno, acusado de matar a noiva, devido à discrepância entre as versões da história apresentadas pelo suspeito, pelas testemunhas, e ainda por uma reconstituição do fato, conforme repercutido pelo g1 na época.

Segundo o Ministério Público Federal, o julgamento decretou que o homem teria agido de forma "consciente, livre e voluntária", e teria matado "por motivo fútil, com emprego de asfixia e valendo-se de recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima", a então noiva, Camilla.

No entanto, Bruno Souza Bicalho nunca foi, de fato, encontrado pelas autoridades, e segue foragido da Justiça até hoje.