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Livro reconstrói os dias da Revolução Constitucionalista de 1932

“Inverno Escarlate” conta a história do inverno paulista que deixou vítimas nas trincheiras do Front Leste, marcando a história do Brasil

Mariana Ribas Publicado em 08/01/2019, às 09h02 - Atualizado às 14h53

Comitiva de Getúlio Vargas
Wikimedia Commons

Em 1930 o Brasil sofreu o governo provisório de Getúlio Vargas, além de ter finalizado a república velha e cassado a antiga constituição de 1891 (na época vigente), ele não cumpriu suas promessas de novas eleições e formação de uma nova Assembleia Nacional Constituinte. Foi assim que se deu inicio ao famoso período da história política brasileira: O Golpe de Estado.

Entre julho e outubro de 1932 ocorreu a Guerra Paulista, conhecida também como Revolução Constitucionalista de 1932. O movimento tinha o objetivo de derrubar o governo provisório de Getúlio Vargas. O dia 9 de julho foi o marco inicial, o movimento revolucionário eclodiu, os paulistas acreditavam que teriam apoio dos outros estados como Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do sul, mas no fim o plano do estado de São Paulo não foi realizado porque Rio Grande do sul e Minas Gerais foram compelidos por Getúlio Vargas.

O dia inicial teve como principal agente a morte dos quatro estudantes que eram os grandes mártires da revolução de 1932.  Na noite de 23 de maio, durante uma manifestação, os estudantes se tornaram as vítimas das tropas federais ligadas ao Partido Popular Paulista (PPP), grupo político-militar que deu base para a ditadura militar.  

Assim foi organizado um movimento “clandestino” denominado MMDC (Iniciais dos nomes dos quatro estudantes mortos: Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo), movimento que se tornou um dos principais pontos de revolta da revolução de 1932.

MMDC Reprodução

O livro de Eric Lucian Apolinário, chamado Inverno Escarlate, conta a história deste inverno de 1932, dando maior destaque por uma visão histórica sobre as organizações militares desta guerra civil. Reconstruindo os dias que partiram após o 9 de julho, através de depoimentos, relatos e fontes de pesquisas.

A cidade de Itapira, no leste paulista é sempre lembrada quando o assunto é a Guerra Paulista, ocupada pelas forças da ditadura, foi palco dos combates e de diversas vítimas. Nesta cidade do interior Paulista, havia uma pequena vila rural chamada Eleutério, que durante o período de luta, se tornou manchete nos noticiários pelo combate que estava travado ali.


Inverno Escarlate, Eric Lucian Apolinário, Editora Gregory, 2018