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Macacos me mordam: a bizarra morte de Alexandre da Grécia

Ao tentar apartar uma briga entre seu cão e um macaco, o monarca sofreu um ataque insólito — e inacreditável

Pamela Malva Publicado em 13/11/2019, às 15h46

Alexandre da Grécia
Alexandre da Grécia - Wikimedia Commons

Alexandre da Grécia nasceu em agosto de 1893, em Atenas, no Palácio de Tatoi. Terceiro na linha de sucessão, virou Rei da Grécia em 1917, quando seu pai, Constantino I, foi exilado, junto do Príncipe Herdeiro, Jorge, durante a Segunda Guerra Mundial.

Além de sua carreira militar expressiva e do escândalo de seu casamento secreto em 1919, Alexandre ainda marcou a história da Grécia com sua morte pouco usual.

Em outubro de 1920, o Rei caminhava pelos terrenos do palácio onde nasceu, acompanhado por seu cachorro, o pastor-alemão Fritz. De repente, seu cão atacou ou foi atacado por um macaco-de-gibraltar doméstico — não se sabe exatamente quem começou a briga. O monarca, então, tentou separar os animais.

Macaco-de-gibraltar, espécie que atacou o Rei Alexandre / Crédito: Wikimedia Commons

 

Nesse momento, outro primata atacou Alexandre, mordendo sua perna e seu torso. Ambos os macacos, que pertenciam ao intendente das videiras do palácio, foram sacrificados após ocorrido — o qual o monarca pediu que não fosse divulgado. Pouco tempo depois, ao ser socorrido por criados, os ferimentos do rei foram limpos e fechados. O erro, no entanto, foi não ter cauterizado as mordidas.

As feridas infectaram no mesmo dia. Os médicos do rei, ao observarem que Alexandre sofria de febre e sepse, consideraram amputar sua perna. Entretanto, ninguém queria ser culpado por tomar atitudes tão drásticas.

Poucos tempo depois, o Rei da Grécia morreu como consequência da doença — quando a resposta do corpo a uma infeção danifica os próprios tecidos e órgãos —, no dia 25 de outubro de 1920. Alexandre foi enterrado no cemitério real, junto de outros monarcas, nos terrenos do Palácio de Tatoi.

Lápide de Alexandre da Grécia / Crédito: Wikimedia Commons

 

Curiosamente, por nunca ter sido considerado um rei totalmente legítimo, sua lápide recebeu uma inscrição diferente. Enquanto outros monarcas foram enterrados sob os escritos Rei dos Helenos, Príncipe da Dinamarca, na dele se lê Alexandre, filho do Rei dos Helenos, Príncipe da Dinamarca. Ele governou no lugar de seu pai de 14 de junho de 1917 a 25 de outubro de 1920.


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