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Mais de 40 anos de mistério: O caso da Dama das Dunas

Em 1974, o corpo de uma mulher foi encontrado em Massachusetts e até hoje gera especulações que envolvem até o clássico filme “Tubarão”

Penélope Coelho Publicado em 23/02/2021, às 16h09

Reconstrução facial da Dama das Dunas (à esqu.) e a figurante de Tubarão (à dir.)
Reconstrução facial da Dama das Dunas (à esqu.) e a figurante de Tubarão (à dir.) - Wikimedia Commons

Era uma tarde quente do dia 26 de julho de 1974, quando um jovem passeava com seu cachorro nas dunas de areia dos arredores do litoral de Provincetown, Massachusetts, nos EUA. 

A caminhada tinha tudo para ser agradável, mas, na verdade acabou revelando um mistério comentado até os dias atuais. Tornando-se um caso não solucionado até hoje, quase 47 anos depois. Como divulgou uma reportagem da People, publicada em 2018.

Mistério

Na ocasião, o garoto encontrou um corpo desfigurado em meio às dunas. Ao chegar à região, a polícia foi surpreendida com circunstâncias macabras. Concluiu-se que a até então pacata Provincetown, foi palco de um assassinato brutal.

Vista aérea de Provincetown / Crédito: Wikimedia Commons

 

Quem cometeu aquele crime não mediu esforços para conseguir encobrir a identidade de sua vítima. Sabe-se que se tratava de uma mulher, ruiva e magra, que foi encontrada desfigurada, sem as mãos e os dentes.

Até hoje, a identidade da pessoa morta é um mistério, o crime se tornou conhecido nos EUA e a mulher passou a ser chamada popularmente de ‘Dama das Dunas’, ou, ‘Senhora das Dunas’.

Sem impressões digitais, as poucas pistas que as autoridades encontraram diziam respeito aos objetos e itens que foram descobertos no local: um elástico que prendia seu cabelo; uma toalha de cor verde; calças jeans e uma bandana azul — que cobria sua cabeça. Em outubro daquele ano, a Dama foi enterrada sem identificação.

Com o passar do tempo, diversas exumações foram feitas, mas, as investigações não chegaram a conclusões contundentes, além disso, a polícia estranhou o fato da família da mulher não procurar por ela.

Através dos dados que tinham, os responsáveis pelo caso trabalharam em uma possível reconstrução facial da Dama das Dunas, isso gerou novos desdobramentos ao caso.

Suspeitos

Inicialmente, acreditava-se que o mafioso Whitey Bulger poderia estar envolvido com o crime. Depois da divulgação da reconstrução da face da vítima, testemunhas revelaram que viram o homem andando com uma mulher de características parecidas.

Além disso, ele era conhecido por arrancar os dentes das pessoas que matava. Mas, a polícia não encontrou evidências que relacionavam o criminoso com o caso das dunas.

Anos depois, um assassino em série, Hadden Clark, afirmou ter sido o responsável pelo misterioso crime. Contudo, a polícia concluiu que o homem possuía esquizofrenia e confessava de forma mentirosa a participação em transgressões. Ou seja, o verdadeiro culpado pela morte da Senhora das Dunas nunca foi identificado.

Teoria cinematográfica

Quatro décadas depois, o caso continua no imaginário dos norte-americanos — que fazem diversas suposições sobre quem seria a mulher que perdeu a vida em uma circunstância tão brutal.

Conforme repercutido pela Vice em matéria de 2018, mais famosa teoria do caso surgiu em 2015 e envolve o autor Joe Hill, filho do famoso escritor Stephen King. Na época, o norte-americano estava assistindo novamente a um de seus filmes favoritos, um dos clássicos de Steven Spielberg: Tubarão (1975).

Em seu blog, o homem fez uma comparação que chamou a atenção até mesmo da polícia: a Dama das Dunas poderia ser uma das figurantes do filme.

Reconstrução facial da vítima ao lado da figurante de Tubarão (1975) / Crédito: Wikimedia Commons / Divulgação/Universal Pictures

 

“E se a jovem vítima de assassinato que ninguém conseguiu identificar foi vista por centenas de milhões de pessoas em um amado clássico de verão e eles nem mesmo sabiam que estavam olhando para ela?”, escreveu Joe.

No longa, aos 54 minutos e 2 segundos, uma mulher usando uma bandana azul nos cabelos aparece brevemente em uma cena. Hill ressaltou que a coadjuvante tinha características semelhantes àquelas que foram divulgadas na representação facial da vítima de Massachusetts.

Além disso, ainda tinha a questão do lenço azulado, idêntico ao que foi encontrado na cabeça da indigente. Outro ponto comentado pelo escritor foram as datas dos acontecimentos, a Dama foi encontrada morta cerca de um mês depois das gravações do filme:

“Sabemos que [a cena] quase certamente foi filmada em junho [de 1974], porque eles filmaram todas as cenas da ilha que puderam no início”, afirmou o filho de King.

Contudo, apesar da teoria chamar atenção, ela nunca foi comprovada oficialmente, por isso, o crime e a identidade da Senhora das Dunas continuam sendo mistérios não solucionados.


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