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As mais intrigantes últimas palavras de assassinos condenados à morte

De Carl Panzram a Sarah Good: A frases finais de algumas das mentes mais perversas da História

Alana Sousa Publicado em 17/10/2019, às 17h00

Karla Faye Tucker
Karla Faye Tucker - Ron Kuntz

As últimas palavras ditas por alguém prestes a morrer é algo que fascina as pessoas desde sempre, a curiosidade é o que inspira e move o ser humano. Frases de figuras históricas, como Getúlio Vargas, eternizadas em uma carta: “Saio da vida para entrar na história”, e Maria Antonieta marcada em uma suplica antes de sua execução: “Senhor, eu imploro seu perdão, eu não quis dizer isso”, estão até hoje marcadas na memória da sociedade.

Confira abaixo as últimas palavras de assassinos condenados à morte.

Jimmy Glass

Local da execução de Jimmy Glass / Crédito: Wikimedia Commons

 

Jimmy Glass foi sentenciado à morte pela execução de um casal de idosos, ele havia usado a noite de Natal de 1982 para fugir da prisão com um colega de cela, durante a ação cometeram o homicídio — ambos foram condenados à cadeira elétrica.

No entanto, Glass ficou famoso por ter entrado com uma petição na Suprema Corte, exigindo a anulação de sua sentença, pois considerava a cadeira elétrica uma “punição cruel e incomum”. O Tribunal negou, e em 1987, aos 25 anos Jimmy Glass foi executado. Suas últimas palavras: “eu prefiro estar pescando”.

Carl Panzram

Crédito: Wikimedia Commons

 

Carl Panzram foi condenado à morte por enforcamento e executado em setembro de 1930. Durante sua vida matou mais de 20 pessoas, cometeu furtos e roubos, e ainda, segundo ele, realizou mais de mil sodomias em garotos e homens.

Depois de anos de fugas de prisões, foi pego após o assassinato de um funcionário da Penitenciária Federal de Leavenworth, onde cumpria pena. Antes de sua execução, declarou: “Ande logo, bastardo. Eu poderia ter matado dez homens enquanto você está brincando por aí”.

Barbara Graham

Crédito: Wikimedia Commons

 

Executada na câmara de gás em junho de 1955, Barbara Graham era uma criminosa americana que esteve envolvida no assassinato de uma idosa chamada Mabel Monohan. Inicialmente, Barbara e seus dois cúmplices iriam apenas invadir a residência da viúva a fim de roubar seus pertences.

Após Mabel recusar dar dinheiro ou jóias para os criminosos, segundo o testemunho de John True, um dos bandidos, Graham começou a espancar a mulher, chegando a quebrar seu crânio e depois a sufocando até a morte com um travesseiro. Em sua execução, a homicida declarou: “Boas pessoas sempre têm tanta certeza de que estão certas”.

Robert Drew

Crédito: Wikimedia Commons

 

Acusado de esfaquear brutalmente um homem até a morte, Robert Drew foi condenado à morte por injeção letal, em 1983. Mesmo sem evidências que ligassem Drew ao assassinato, nove anos depois ele foi executado no Texas.

Alegando sua inocência até o fim, antes de sua morte, Robert disse: “Lembrem-se, a pena de morte é assassinato”.

Karla Faye Tucker

Crédito: YouTube

 

Karla Tucker e Danny Garrett assassinaram com golpes de picareta Jerry Lynn Dean e Dorothy Thornton, após um roubo mal sucedido. Ela passou 14 anos no corredor da morte, enquanto isso diversos protestos, inclusive fora dos Estados Unidos, ocorriam com o objetivo de anular sua sentença.

Tucker foi executada em fevereiro de 1998, já convertida ao cristianismo, suas últimas palavras foram: “Eu vou estar cara a cara com Jesus agora... Eu amo muito todos vocês. Eu os verei quando chegarem lá, eu esperarei por vocês”.

Sarah Good

Crédito: Wikimedia Commons

 

Durante os julgamentos de Salem, Sarah foi uma das primeiras mulheres a ser condenada e executada por bruxaria. Ela foi acusada de atacar uma pessoa do vilarejo com uma faca, além de lançar supostos feitiços malignos.

Morta por enforcamento em julho de 1692, suas últimas palavras teriam sido para seu executor: “Se eu sou uma bruxa você é um feiticeiro e se você tirar minha vida, Deus lhe dará sangue para beber”.


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