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Mako Akishino: a princesa japonesa que abdicou de seu título para se casar com um plebeu

O casal se conheceu em 2012, mas acabaram adiando o casamento após inúmeras polêmicas

Daniela Bazi Publicado em 09/02/2020, às 08h00

Princesa Mako Akishino
Princesa Mako Akishino - Getty Images

A princesa Mako Akishino do Japão, a neta mais velha do imperador Akihito, se envolveu em uma polêmica que abalou a corte japonesa. Em 2012, Mako anunciou que iria abdicar seu título pois pretendia se casar com um plebeu, chamado Kei Komuro.

Segundo as leis do império japonês, as mulheres da família imperial não tem o direito de se casar com um homem que não seja da linhagem real. Quando Mako e Komuro se tornassem marido e mulher, ela automaticamente se tornaria uma plebeia. Entretanto, mesmo permanecendo na família, ela nunca ocuparia o trono. Isso porque mulheres não são permitidas a assumirem a coroa do Japão.

Ambos se conheceram em um restaurante na cidade de Shibuya, em Tóquio, no ano de 2012, durante um evento relacionado a estudos no exterior, e frequentavam juntos a Universidade Cristã Internacional.  Apesar da grande polêmica, o casal foi amado pela população do país.

Princesa Mako Akishino em 2016 / Crédito: Wikimedia Commons

 

Porém, em fevereiro de 2018, Mako e Komuro anunciaram que decidiram adiar o matrimônio para este ano. Segundo o comunicado divulgado pela família imperial na época, o motivo seria por que a princesa não estaria se sentindo preparada o suficiente para casar.

“Eu quero pensar mais profundamente sobre o casamento e me dar tempo suficiente para preparar para a cerimônia e para a vida de casada. Pedimos desculpas a todos que nos apoiaram”, dizia a princesa no comunicado.

Todavia, este não seria o motivo verdadeiro. Segundo meios de comunicação do Japão, a real razão para o adiamento da cerimônia seria a situação financeira do noivo. Os pais de Mako o teriam dito que, antes de se casar, todos seus problemas com dinheiro deveriam ser solucionados.

As dívidas teriam surgido após a mãe do noivo ter que arcar com as despesas dos estudos do filho, acumulando cerca de 30 mil euros. Com a polêmica, a família imperial tentou desviar o assunto dizendo que o adiamento nada tinha a ver com dinheiro, e que eles estariam profundamente decepcionados com todas as especulações. É previsto que o casamento seja realizado ainda neste ano, sem maiores informações.


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