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Marguerite Alibert e a paixão avassaladora que terminou em um brutal crime

A cortesã parisiense atendia a alta classe da Europa — incluindo Edward VIII — e se safou de um dos mais comentados crimes do século 20

Caio Tortamano Publicado em 12/07/2020, às 09h00

A cortesã Marguerite Alibert
A cortesã Marguerite Alibert - Divulgação

A vida de uma cortesã de Paris, na década de 20, mudou completamente depois que uma suposta relação com um membro da família real britânica veio a público. Marguerite Marie Alibert engatou um romance com o então Príncipe de Gales, que viria se tornar o Rei Edward VIII.

Isso aconteceu diante da profissão de Alibert, uma prostituta de luxo que atendia a mais alta classe da Europa toda em Paris, que eles se conheceram. Mais precisamente, no luxuoso e notório Hotel de Crillon, aberto em 1909 num edifício histórico da capital francesa.

Relação com o britânico

Na época, em 1917, Edward estava na França como representante britânico no fronte oriental na Primeira Guerra Mundial. O membro real se apaixonou rapidamente pela francesa. Durante o tempo que estiveram em contato ele enviou diversas cartas para Maggie.

Rei Edward VIII, em 1932 / Crédito: Wikimedia Commons

 

A ardente paixão terminou, aparentemente, no final da primeira Grande Guerra. Com a volta para a Inglaterra, Edward quis deixar para trás a aventura que ocorreu em Paris. Como consequência, cortaram relações.

Relação com o egípcio

Durante uma viagem acompanhando um homem de negócios até o Egito, Alibert conheceu o aristocrata Ali Fahmy Bey, que — assim como o príncipe — se apaixonou rapidamente pela francesa. Se aproximaram em 1922, o que foi suficiente para despertar sentimentos ainda mais profundos.

Ali passou um bom tempo viajando pelo país e participando de apostas e casas noturnas, mas acabou voltando para o norte da África. Sem aguentar ficar longe da mulher que havia se apaixonado perdidamente, convidou Maggie para morar ao seu lado. Sem esperar a covivência, os dois se casaram em dezembro daquele ano.

De acordo com o Daily Mail, o aristocrata, de apenas 22 anos de idade, era extramamente rico em sua terra natal. Como consequência, a fama da mulher como uma "princesa" para Fahmy começou a crescer. Playboy, Ali Fahmy Bey tinha tudo do bom e melhor

Assassinato

No ano seguinte, o casal foi até Londres para passar férias, ficando no Hotel Savoy. Certa noite, depois de assistir a uma ópera, o casal teve mais uma das frequentes brigas enquanto comia no restaurante do hotel. No entanto, ninguém imaginava que o conflito terminaria em tragédia. 

Às duas e meia da manhã, depois da refeição, Alibert atirou diversas vezes pelas costas de seu marido, atingindo também o pescoço e cabeça. Não demorou para autoridades chegarem ao local, levando o homem para o hospital. Todavia, foi em vão. Ele faleceu no caminho. E a francesa, como era de se esperar, não escapou do julgamento.

Julgamento

O assassinato foi uma completa sensação dos tablóides da época, especialmente com o julgamento iniciado em 10 de setembro de 1923. Para se ter ideia, existiu até mesmo um grande alvoroço para testemunhar o episódio.

Em sua própria defesa, Maggie afirmou que ela era verdadeira vítima da “bestialidade e brutalidade” do “marido oriental”. O que acontecia entre quatro paredes, entretanto, era completamente velado, muito por conta da alta posição social que o marido ocupava.

A antiga relação da mulher com o Príncipe de Gales foi essencial no decorrer dos processos. O juiz da sessão proibiu qualquer menção ao passado de Marguerite como prostituta com a condição de que o nome de Edward não fosse mencionado em nenhum momento. Afinal, as cartas poderiam ser usadas pela francesa.

Dessa maneira, Alibert conseguiu uma proteção quase que velada, e fora absolvida de todas as acusações. Depois do julgamento, ela processou a família de seu falecido marido, alegando ter direito sobre as propriedades, o que foi negado pela justiça.

Porém, viveu o resto da vida de forma confortável, em um apartamento de frente para o hotel Ritz, em Paris, um dos mais nobres pontos da cidade, até o fim de sua vida. Depois de morta, as correspondências que trocou com Edward foram encontradas e destruídas.


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